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Deboche: Vídeo de Queiroz dançando com a filha no hospital lembra deputada do PT

Um vídeo gravado por uma filha de Fabrício de Queiroz, em que o ex-assessor do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) aparece dançando no hospital Albert Einstein enquanto toma soro, viralizou nas redes sociais na manhã deste sábado, dia 12. O Estadão confirmou a autenticidade do vídeo com pessoas próximas a Queiroz. Não há informação sobre a data exata da filmagem. O caso lembra a ex-deputada federal do PT, Angela Guadagnin, que ganhou notoriedade ao comemorar absolvição de colega no processo do mensalão.

Na gravação, o ex-assessor — que, segundo o Coaf, fez movimentações bancárias atípicas — aparece dançando, em meio a gargalhadas, quando a filha diz: “Agora é vídeo, pai! Pega teu amigo, pega teu amigo!”. Ele rodopia em seguida, fazendo um sinal de positivo com as mãos.

“UM DESASTRE” – Pessoas próximas a Queiroz avaliaram o vídeo como um desastre. O advogado de Queiroz, Paulo Klein, afirmou ao Estadão que só se pronunciará sobre o vídeo depois de falar com o ex-assessor. Procurado, Queiroz ainda não respondeu.

Ele faltou duas vezes a depoimentos marcados no Ministério Público alegando motivos de saúde. Antes de Paulo Klein assumir a sua defesa no caso, Queiroz havia faltado a outros dos depoimentos também, alegando que não havia tido acesso aos autos da investigação.

As filhas de Nathalia e Evelyn Melo de Queiroz, assim como o pai, ex-assessoras de Flávio Bolsonaro citadas no relatório, também faltaram a suas oitivas. Elas alegaram ao MP que precisavam ficar com o pai doente, que passou por uma cirurgia em São Paulo nesta semana.

DE MUDANÇA – Ao MP, a defesa da família afirmou que “todas se mudaram temporariamente para cidade de São Paulo, onde devem permanecer por tempo indeterminado e até o final do tratamento médico e quimioterápico necessários, uma vez que, como é cediço, seu estado de saúde demandará total apoio familiar”.

Na terça-feira, 8, Queiroz disse ao Estado que “estava muito a fim de esclarecer tudo isso”, “mas não contava com essa doença”. “Nunca imaginei que tinha câncer”, disse. Ele afirmou que dará as explicações apenas ao MP “por respeito” ao órgão, mas não informou a data. Queiroz também afirmou que está sendo tratado como “o pior bandido do mundo”. Ele culpou a exposição do caso Coaf pelos problemas de saúde detectados recentemente.

ATÉ NO PSIQUIATRA – “Após a exposição de minha família e minha, como eu fosse o pior bandido do mundo, fiquei muito mal de saúde e comecei a evacuar sangue. Fui até ao psiquiatra, pois vomitava muito e não conseguia dormir”, justificou.

O documento do Coaf apontou que Queiroz movimentou R$ 1,2 milhão entre janeiro de 2016 e de 2017 e recebeu depósitos de assessores de Flávio Bolsonaro.

Nota da Tribuna da Internet A família (ou famiglia) de Queiroz está brincando com a verdade. A doença não é grave e ele não ficará eternamente em São Paulo. Logo terá de voltar ao Rio de Janeiro. A pergunta que não quer calar é a seguinte: “Quem está pagando o tratamento Albert Einstein e a mudança da família inteira para São Paulo?”. O povo quer saber quem está por trás de tudo isso. (Carlos Newton/ Tribuna da Internet). Veja o vídeo da deputada do PT:

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