Interior da Bahia

História

Se vivo fosse, Brizola estaria completando 97 anos

No ano do centenário da independência do Brasil, em 22 de janeiro de 1922, nasceu em Cruzinha, município de Carazinho (RS), o menino Itagiba, que aos 14 anos optou por chamar-se de Leonel, em homenagem ao Gen. Leonel Rocha, comandante da revolução de 1923, em que seu pai foi assassinado.

Brizola, perseguido pela Globo, não conseguiu se eleger presidente

Jornaleiro, engraxate, carregador de malas, fez o curso de Técnico Agrícola em Viamão e formou-se em Engenharia Civil pela UFRS. Em 1945, ao lado de Getúlio e Jango ajudou a fundar o PTB. Eleito duas vezes Deputado Estadual, Deputado Federal, Prefeito de Porto Alegre, aos 33 anos de idade e Governador do Estado aos 37 anos, tornou-se o grande Leonel de Moura Brizola, o maior nacionalista do Brasil, em 1959, ao encampar a Bond and Share, companhia de energia elétrica e a ITT de telefone, um ano depois.

Em 1961, através de companha de legalidade, assegurou a posse do vice João Goulart. Em 1962 um terço dos cariocas o elegeram Deputado Federal. Cassado, em 1964, passou 15 anos no exilio. Na volta, em 1980, fundou o PDT e, em 1982, foi eleito Governador do Rio de Janeiro, único brasileiro que governou dois estados distintos.

Leonel Brizola, em 1989, na volta do exílio

Em 1989 concorreu à Presidência da República, infelizmente ficou em 3º lugar, pois se eleito, teria feito a verdadeira independência política e econômica do Brasil. Rendemos, nesta data, ao nosso eterno líder e herói e também Herói da Pátria, as homenagens dos (as) trabalhistas de todas as gerações.

Salvador, 22 de janeiro de 2019

Hari Alexandre Brust

Membro da Executiva Estadual do PDT e Presidente da Executiva Municipal de Salvador

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