História

Corpo do jornalista Ricardo Boechat chega para velório em São Paulo

O corpo do jornalista Ricardo Boechat, que morreu em um acidente de helicóptero nesta segunda-feira (11), já está no Museu da Imagem e do Som para o velório do apresentador por volta das 23h30. Por volta de 0h15, o público foi liberado para entrar.

E esposa Veruska foi a primeira a chegar com as duas filhas

A esposa, Veruska Seibel, e as duas filhas mais novas, Valentina, 12, e Catarina, 10, foram as primeiras a chegar ao local, no início da noite. Os outros quatro filhos, Bia, 40, Rafael, 38, Paula, 36, e Patricia, 29, do casamento com Claudia Costa de Andrade, chegaram logo depois. Os filhos deixaram o museu perto da meia-noite. “Meu marido era o ateu que mais praticava o bem e a religiosidade. Não consegui ver nada. Estou pedindo a Deus que dê forças nessa hora”, disse Veruska em rápido pronunciamento à imprensa.

Amigos pessoais de Boechat, como João Saad, presidente do Grupo Bandeirantes, o empresário Abilio Diniz e o governador de São Paulo, João Doria, também estão no local. “Mais do que exercer um jornalismo independente e crítico, foi um grande defensor dos princípios da democracia”, disse Doria.

Veruska chegou amparada por amigos e familiares

O jornalista Augusto Nunes, de VEJA, afirmou que “é uma perda maior para o jornalismo. Escrever sobre a morte do Boechat foi uma experiência estranha e muito dolorida”.

Diversos colegas de TV Bandeirantes se mostraram incrédulos. “A gente se falava todo dia há doze anos, era uma pessoa espetacular”, declarou Fernando Mitre, diretor de jornalismo da emissora. Chefs de cozinha do programa Masterchef também compareceram: “ele sempre falava a verdade, não tinha medo de falar. Era uma pessoa que todo mundo amava”, lembrou Érick Jacquin. “Não caiu a ficha, fiquei o dia todo abalado”, disse Henrique Fogaça.

O apresentador Otávio Mesquita lembrou o lado brincalhão de Boechat: “A gente tinha uma relação bem divertida. Ele apresentava um lado cômico que tem muito a ver comigo”. O narrador da Bandeirantes, Ulisses Costa, disse que ele era uma pessoa que sempre se destacou, “preocupado com a sociedade e com o crescimento do país. Não estou acreditando ainda. Sabe quando você está vendo uma obra maravilhosa sendo feita e, de repente, quem está construindo desaparece e ela fica inacabada? É este o vazio, Um sentimento de perda irreparável”.

Boechat era apresentador do Jornal da Band

O jornalista esportivo Mauro Beting, que trabalhou com Boechat na Bandeirantes, também destacou o lado humano do colega: “Conseguia ser melhor pessoa do que jornalista. Por isso era um jornalista melhor”.

O velório no MIS acontece até as 14h desta terça-feira, 12. Em seguida, o corpo do jornalista será cremado em uma cerimônia reservada, em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo.

A pedido do presidente Jair Bolsonaro, o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, vai representá-lo nesta terça-feira, 12, no velório e sepultamento do jornalista Ricardo Boechat. Segundo o presidente, ele e o jornalista eram amigos “há mais de 30 anos”. Bolsonaro disse que o apelido “Jacaré” foi dado por ele a Boechat. (Com Agência Brasil).

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