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Trabalhadores protestam contra fechamento da fábrica da Ford

Trabalhadores da Ford organizam uma passeata na manhã desta quinta-feira (07), em protesto ao fechamento da fábrica de São Bernardo do Campo, anunciado pela montadora em fevereiro. Os manifestantes saíram, por volta das 10h20, da frente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e caminharam até a Praça da Matriz, onde ocorrerá um ato inter-religioso.

Trabalhadores da Ford fizeram a manifestação nesta quinta-feira (07)

Cartazes e faixas como “não vou desistir do meu emprego”, “a Ford só pensa no lucro” e “minha família depende do meu emprego” eram empunhados pelos manifestantes.

Eles também fazem campanha para que pessoas deixem de comprar veículos da Ford enquanto a situação na fábrica de São Bernardo do Campo não é resolvida.

Trabalhadores da Ford realizam um manifesto contra o fechamento da fábrica no ABC Paulista, nesta quinta-feira, 07. A passeata saiu da sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e seguiu até a Igreja Matriz de São Bernardo do Campo. Três representantes dos metalúrgicos do ABC viajaram nesta semana para os Estados Unidos, para uma decisiva reunião com a direção mundial da Ford. A fábrica emprega cerca de 3 mil funcionários diretos e 1,5 mil terceirizados.

Nesta quinta-feira, nos Estados Unidos, uma comitiva composta por dirigentes do sindicato vai se reunir com o comando da Ford, em encontro que deve ocorrer no final da tarde. De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos, o ato é uma maneira de mostrar a força dos trabalhadores aos executivos da empresa.

Viajaram aos EUA para o encontro o presidente do sindicato, Wagner Santana, o ex-presidente Rafael Marques, e o coordenador do Comitê Sindical na Ford, José Quixabeira de Anchieta. Eles vão tentar convencer a matriz de que a fábrica ainda é viável.

A fábrica emprega cerca de 3 mil funcionários diretos e 1,5 mil terceirizados. Produz caminhões – segmento que a empresa decidiu abandonar – e o modelo Fiesta, que vai sair de linha. Segundo a Ford, o processo de encerramento ocorrerá ao longo deste ano.

A montadora alega necessidade de retomar a lucratividade sustentável de suas operações na América do Sul, onde registrou prejuízos de US$ 4,5 bilhões entre 2013 e 2018. O Brasil responde por cerca de 60% das vendas da marca na região.

Desde o anúncio, no último dia 19, a produção da fábrica está parada por orientação do sindicato, por acreditar que há riscos aos trabalhadores se continuarem em suas atividades num ambiente tão tenso.

Os trabalhadores têm mantido ações de protestos diários, enquanto a liderança sindical se reúne com os governos federal, estadual e municipal em busca de alternativas para convencer a Ford a voltar atrás.

Até agora, um grupo empresarial, o Caoa, anunciou ter interesse em negociar as instalações da fábrica no ABC paulista. O grupo do empresário brasileiro Carlos Alberto de Oliveira Andrade é dono de revendas Ford, de uma fábrica que produz veículos da Hyundai sob licença em Goiânia e tem 50% de participação no Brasil da fabricante chinesa de carros Chery, com fábrica em Jacareí (SP). Informações do Estadão / Foto: Marcelo Gonçalves).  

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