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Jacuipense dá adeus ao Baianão 2019 depois de árbitro ‘operar’ em favor do Atlético no Carneirão

O Jacuipense foi derrotado pelo Atlético de Alagoinhas na tarde deste domingo (17) pelo placar de 3 a 2, em jogo muito disputado no Estádio Carneirão. Contudo, não fosse a interferência do árbitro Joedson de Jesus Oliveira, o resultado teria sido diferente. Durante toda a partida, o homem do apito agiu para inibir o time visitante, aplicando cartões amarelos aos jogadores dentro de campo, aos do banco, à comissão técnica e até aos torcedores. Acreditem, pois ele, na sede de segurar a equipe de Riachão do Jacuípe, não teve limites. Ah, sem esquecer que também aplicou o vermelho a jogadores do banco e a membros da Comissão Técnica.    

Mais de 6 mil pessoas foram a Estádio Carneirão ver a boa partida

O lance mais polêmico aconteceu já no finalzinho da partida, que redundou no terceiro gol do Leão do Sisal, e que certamente lhe traria a classificação para as Semifinais do Baianão. Em mais uma jogada de ataque, quando o time era todo pressão, Mauri chutou e a bola entrou no ângulo, depois de resvalar em um jogador do Leão. O árbitro alegou irregularidade no lance e anulou o gol. Os jogadores foram para cima pressionar, mas o Atlético, esperto, deu saída de bola. Tentando sair da pressão, atrasado e distante do lance, Joedson marcou falta de Vicente que não existiu. Na cobrança, Fausto, que havia entrado para ajudar segurar a pressão do Jacuipense, resvalou de cabeça. Aí veio o castigo dobrado: além do gol mal anulado, na sequência da jogada, o árbitro viu uma falta que não existiu e que se transformou no gol da vitória do Atlético. Uma vergonha comprovada até pelo técnico atleticano. “Olha, eu já perdi também com erro da arbitragem”, disse em entrevista à Rádio Jacuípe, o técnico Arnaldo Lira.

O Atlético jogou bem, mas foi ajudado pela arbitragem

O jogo

Depois de estar perdendo por 2 a 0, o Jacuipense reagiu e empatou. Melhor em campo, notadamente após as entradas de Eudair e Popô, os comandados de Jonilson Veloso não se intimidaram com a pressão da torcida – quase 7 mil pessoas – e foram para cima. Mesmo com algumas deficiências, a equipe só não saiu com a classificação por causa de erros sucessivos da arbitragem. O lance que redundou no gol de Mauri, já no finalzinho, foi decisivo.

O Atlético abriu o placar aos 10 minutos da primeira etapa, em chute rasteiro do atacante Peixoto. O Jacuipense apertou em três lances do lateral Paulinho, mas não conseguiu chegar ao gol de empate no primeiro tempo. A primeira, passou rente ao travessão, a segunda o goleiro Diego defendeu, e a terceira, um cruzamento, bateu no poste e na sequencia o árbitro marcou impedimento de Thiaguinho.

A partida foi muito disputada e deixou o torcedor tenso na arquibancada

No segundo tempo o jogo ganhou mais movimentação, com as duas equipes procurando a vitória. O Atlético ampliou para 2×0, com Alessandro Azevedo, mas Popô, que havia entrado no lugar de Wiliam Carioca, diminuiu aos 10 minutos. Em cobrança de falta perfeita, Danilo Rios empatou aos 26 minutos. Daí para frente o jogo ficou mais aberto e tenso. O Atlético colocou o veterano Fausto para ajudar na marcação, já que Hercules estava com amarelo e poderia ser expulso.

Aos 28, o Atlético quase marca o terceiro, mas Paulinho salvou. Já com Bernardo em campo, no lugar de Thiaguinho, o Jacuipense passou a atacar pelos dois lados do campo, com Eudair e Mauri pela esquerda, e Bernardo e Paulinho pela direita.

Aos 40 minutos, após uma cobrança de falta, Mauri tocou para as redes, mas o árbitro anulou o gol, bastante contestado pelos jogadores do Jacuipense. Para completar a lambança, o Atlético cobrou rápido e o árbitro marcou falta inexistente de Vicente. Na cobrança, Fausto raspou de cabeça, anotando Atlético 3×2, liquidando a fatura.  

Na próxima quinta-feira (21) o Atlético enfrenta o Bahia, na Fonte Nova, pelas Semifinais do Baianão. O Jacuipense aguarda o início da Serie D, em maio, e a possibilidade de disputar a Copa Governador do Estado. (Da redação/ Fotos: Google e Futebol Bahiano).

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