Justiça

Justiça determina que ex-presidente Temer volte para a prisão

O Tribunal Regional Federal da 2ª Região determinou a volta à prisão do ex-presidente Michel Temer e do coronel João Baptista Lima, acusado de ser operador financeiro do emedebista. Por 2 votos a 1, a Primeira Turma do tribunal decidiu pela revogação do habeas corpus que garantiu a saída deles da prisão no Rio de Janeiro.


Tribunal Regional Federal da 2ª Região determinou a volta à prisão do ex-presidente Temer

O advogado do ex-presidente, Eduardo Carnelós, informou que Temer deve se apresentar na quinta-feira à Justiça. Ele lamentou a decisão e disse que espera que o ex-presidente não seja submetido à “execração pública” a que foi exposto quando foi preso em março.

“Eu só posso lamentar. Entendo que não há fundamentos para essa prisão. Os próprios juízes entendem que não há risco. O argumento é que há necessidade de dar exemplo a sociedade. Considero a decisão mais uma página triste da história recente do judiciário brasileiro”.

De acordo com o advogado, ele pediu para que o ex-presidente pudesse se apresentar amanhã, mas ainda vai conversar com o juiiz responsável como e onde será feita a apresentação. “O mínimo que podemos esperar é que ele não seja submetido àquela humilhação de março. Ele é um homem de 78 anos que nunca se negou a prestar esclarecimentos à Justiça”.

Em março, Temer, coronel Lima e mais oito pessoas foram presas pela Polícia Federal na Operação Descontaminação, sobre desvio de dinheiro nas obras da Usina Angra 3. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), o ex-presidente e seu grupo político receberam R$ 1,8 bilhão em propina do consórcio responsável pelas obras. Quatro dias depois de ser preso, o ex-presidente foi solto por decisão do desembargador Antonio Ivan Athié, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região.

Esta semana Temer se tornou réu pela sexta vez, acusado em outra investigação de comandar uma organização criminosa formada por políticos do MDB, que teria desviado dinheiro de empresas e órgãos públicos, como Petrobras, Furnas, Caixa Econômica, Ministério da Integração Nacional e Câmara dos Deputados. O ex-presidente também foi acusado de atrapalhar as investigações da Lava-Jato. (Fonte: O Globo/ Foto: Amanda Perobelli / Reuters).

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