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Caminhoneiros ameaçam nova greve para esta segunda-feira

Grupos de caminhoneiros ameaçam com greve em âmbito nacional para segunda-feira (13/5). A ameaça pegou de surpresa a Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) e até lideranças da categoria de fora da entidade sindical. O comando do movimento não segue verticalidade alguma, ou seja, é sem hierarquização. É organizado pelos próprios transportadores, a ponto de não ter influência nem de líderes responsáveis pelas paralisações de 2018, 2015 e 2013.

Grupos de caminhoneiros ameaçam com greve em âmbito nacional para segunda-feira (13)

A ameaça de greve é monitorada pelo governo. O Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República acompanha os movimentos dos caminhoneiros nas redes sociais e em aplicativos de mensagem instantânea,como o WhatsApp. O governo tem feito esforços para minar toda e qualquer paralisação, com diálogo aberto junto aos líderes pelo ministro de Infraestrutura, Tarcísio Freitas, e pela ministra da Agricultura, Tereza Cristina. Mas essa intimidação específica, com uma pauta que não estava no radar do governo, mobilizou a inteligência do Palácio do Planalto a acompanhar tudo de perto.

A paralisação de 13 de maio é organizada em grupos de WhatsApp. O Blog acompanha cinco desses agrupamentos no aplicativo de mensagem instantânea. Centenas de mensagens são trocadas por horas, sendo alguns mais movimentados que os outros. Um deles, de nome “Paralisação 13/5”, conta com 243 integrantes. Nem todos são caminhoneiros. Alguns entram apenas prestando apoio. Mas boa parte trocam mensagens por áudio e enviam fotos dos caminhões.

Não há uma pauta bem definida nesta paralisação. A reivindicação central é pela redução do preço do óleo diesel, o que confirma a ausência da participação de líderes desse movimento. A agenda que lideranças mantêm com o governo é por fiscalizações no cumprimento da jornada de trabalho e do piso mínimo. Os caminhoneiros dispostos a fazer greve admitem que, primeiro, querem parar e, depois, discutir demandas com o governo.

A revolta é grande e o dia escolhido para paralisação foi definido quase uma semana antes da data alusiva à paralisação do ano passado, iniciada em 21 de maio. Desde então, os transportadores alegam que a situação financeira piorou. Reclamam da falta de cargas para transportar e do baixo preço do frete. Afinal, com o excesso da oferta de caminhões no mercado e a baixa demanda no setor, o resultado é a baixa remuneração. (Fonte: Correio Braziliense/ Foto: Nilton Cardin/Parceiro/Agência O Globo).

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