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Riachão: Acusado de assassinar Celival do ‘Bar Dose Dupla’ pega 18 anos e 6 meses de detenção

O homem acusado de assassinar o empresário Celival Andrade, proprietário do ‘Bar Dose Dupla’, Jorge de Jesus Oliveira, também conhecido por Jorginho (foto abaixo), foi condenado a 18 anos e seis meses de detenção pelo júri popular a que foi submetido nesta segunda-feira (13/05). O júri aconteceu no Fórum Desembargador Abelard Rodrigues, em Riachão do Jacuípe, mas o acusado, que está preso no Complexo do bairro Pinheiros, em São Paulo, onde respondia por outro crime, foi ouvido através de videoconferência.

Com nove horas de duração, o julgamento começou por volta das 9h da manhã desta segunda-feira e se estendeu até as 18h30. Somente por volta as 18h40 que o juiz que presidiu o Júri, Dr. Marco Aurélio Bastos de Macedo, divulgou a sentença: 18 anos e 6 meses de detenção. O placar não foi divulgado, mas informações dão conta que quando chegou ao quarto voto (maioria absoluta) favorável à condenação, o juiz suspendeu o julgamento.

Este foi o primeiro Júri Popular em que foi usado do sistema de videoconferência em Riachão do Jacuípe. Segundo o repórter Mário Amaral, da Rádio Jacuípe, a defesa ainda tentou reduzir a pena, alegando que o assassino não havia tido oportunidade para estudar e que, ao praticar o crime, ele fazia uso de drogas e álcool, acrescentando ainda que o mesmo precisava de tratamento psiquiátrico.

Foi o primeiro Júri em Riachão com o sistema de videoconferência (Foto: ilustração)

Já a acusação, feita pelo Dr. Luciano Medeiros, com base no laudo pericial, alegou que a vítima foi assassinada de forma fria e “com dificuldade de defesa”. Consta que Celival estava carregando caixas de cerveja, arrumando o bar para fechar, quando foi alvejado.

O laudo pericial constatou também que o assassino disparou seis vezes contra Celival, todos à queima-roupa.  

Como foi o crime

O crime aconteceu no dia 30 de março de 2018, uma Sexta-feira Santa, dentro do ‘Bar Dose Dupla’, de propriedade da vítima, localizado às margens da BA-120, rodovia Riachão/Coité, no bairro Barra do Vento, em Riachão do Jacuípe.

A policia chegou, mas o assassino já havia deixado o local

De acordo com informações, Celival foi morto por Jorginho de forma fria, exatamente quando o bar estava com pouco movimento. Apenas a vítima e as funcionárias estavam no estabelecimento no momento da ação criminosa.

A Policia Militar esteve no local, mas não conseguiu chegar a tempo para prender o criminoso, que se escondeu e, um dia depois, conseguiu escapar do cerco policial no bairro Bela Vista, fugindo para São Paulo, onde foi preso meses depois.

Sem motivação

Existem informações desencontradas sobre o que teria motivado o crime. A principal versão é que o suspeito teria chegado ao bar e solicitado o uso do banheiro. Como Celival suspeitou que ele estava fazendo uso de drogas, reclamou, sinalizando que iria fechar o bar.

Celival era proprietário do Bar Dose Dupla, na Barra do Vento

O agressor não gostou e começou uma rápida discussão entre eles. Foi então que o elemento foi em casa, certamente pegar uma arma, e retornou minutos depois para praticar a ação. Celival foi alvejado com seis tiros de revolver, em várias partes do corpo. Ele morreu no local, dentro do seu bar, em plena Sexta-feira Santa. O suspeito fugiu ao lado de um comparsa, que o aguardava em uma motocicleta.

Prisão em São Paulo

A justiça paulista prendeu o jacuipense Jorge de Jesus Oliveira, também conhecido como Jorginho, acusado de ter assassinado o comerciante José Celival Almeida Silva, mais conhecido por “Celival do Bar”.

Jorginho tinha sentença no estado de São Paulo e teve a prisão decretada em 01 de abril de 2018 pelo juiz Doutor Fábio Falcão Santos. Em São Paulo, ele ficou detido.

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