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Governadores divulgam carta contra decreto de armas; Governo admite alterações

Às vésperas da primeira visita do presidente Jair Bolsonaro (PSL) ao Nordeste, governadores do Distrito Federal e de 13 estados divulgaram carta aberta na qual criticam o decreto do Governo Federal que ampliou as possibilidades legais de uso e porte de armas no País. Uma reação ganhou esboço nos bastidores: para evitar um tensionamento na relação com o Legislativo e o Judiciário, o Governo iniciou, segundo interlocutores, uma reanálise de pontos considerados polêmicos do decreto.

Às vésperas da primeira visita do presidente ao Nordeste, governadores divulgaram a carta

“A partir das evidências disponíveis, julgamos que as medidas previstas pelo decreto não contribuirão para tornar nossos estados mais seguros”, dizem os governadores. “Ao contrário, tais medidas terão um impacto negativo na violência – aumentando, por exemplo, a quantidade de armas e munições que poderão abastecer criminosos – e aumentarão os riscos de que discussões e brigas entre nossos cidadãos acabem em tragédias”, acrescentam eles, no texto divulgado nesta terça.

A maior parte dos governadores representa estados das regiões Nordeste e Norte, mas o texto também é assinado pelos mandatários do Distrito Federal e do Espírito Santo. A carta é assinada por Ibaineis Rocha (DF), Flávio Dino (MA), Wellington Dias (PI), Paulo Câmara (PE), Camilo Santana (CE), João Azevedo (PB), Renato Casagrande (ES), Rui Costa (BA), Fátima Bezerra (RN), Renan Filho (AL), Belivaldo Chagas (SE), Waldez Góes (AP), Mauro Carlesse (TO) e Helder Barbalho (PA).

Os gestores nordestinos têm encontro previsto com Bolsonaro na próxima sexta-feira (24), durante agenda do presidente em Pernambuco. Não há planos de que o documento seja entregue ao chefe do Governo Federal na ocasião, mas o teor da carta aberta se soma a outras arestas a serem aparadas na busca pelo diálogo que tem sinalizado o Planalto aos estados e, ainda, ao Congresso Nacional.

Nesta terça, em mais um episódio de ânimos acirrados entre Executivo e Legislativo, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o líder do Governo na Casa, Major Vitor Hugo (PSL-GO), bateram boca durante reunião de líderes que discutia a pauta da semana no Legislativo. O Governo precisa aprovar ao menos três medidas provisórias nesta semana para evitar que percam validade. A mais importante é a MP 870, que reestrutura a Esplanada dos Ministérios. Caso não seja aprovada até 3 de junho no Congresso, número de pastas saltará para 29. (Fonte: Diário do Nordeste).

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