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Site ‘The Intercept Brasil’ é parte do esquema para destruir a Lava Jato e ‘descriminalizar’ a política

O site “The Intercept Brasil” conseguiu fazer um carnaval fora de época à custa da reputação de dois brasileiros que têm prestado extraordinários serviços ao país. Conforme já registramos aqui, a reportagem de denúncia contra o então juiz Sérgio Moro e o procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava-Jato de Curitiba, tem o mesmo valor de uma nota de três dólares, mas a grande mídia engoliu a isca e deu seguimento à jogada, colocando Moro e Dallagnol na defensiva, quando deveriam estar na ofensiva, reunindo informações para processar por calúnia os responsáveis pelo blog.

Greenwald coloca o site a serviço do esquema contra a Lava Jato

E não há novidade no esquema montado para destruir a Lava Jato, pois é uma imitação grosseira da estratégia usada na Itália para inviabilizar a operação “Mani Pulite” (Mãos Limpas).

“OPERAÇÃO POLÍTICA” –Iniciada em 1992, a Mãos Limpas estava no ápice quando o empresário Silvio Berlusconi, mestre em corrupção, aproveitou a aversão aos políticos e chegou ao poder em 1994. Cinco partidos foram fechados, e a partir daí os restantes começaram a alegar que os juízes da Mãos Limpas faziam uma “operação política” e foram esvaziando a operação, que dois anos depois naufragaria.

Aqui no Brasil o esquema é semelhante e os corruptos reagem contra a “criminalização da política”, bandeira levantada pela quadrilha de Temer, com apoio de PT e muitos outros partidos. Agora, voltam à tese de anistiar o Caixa 2 e endurecer a Lei do Abuso de Autoridade, para emparedar juízes, procuradores e promotores.

Reparem que a reportagem do Intercept veio logo após a reciclagem da denúncia de grampo nos advogados de Lula e os pedidos para libertá-lo por progressão da pena.

CRIMINOSAMENTE – O fato mais grave é que esquema anti-Lava Jato agiu criminosamente e conseguiu invadir os celulares de Moro e Dallagnol. Houve então houve um grande esforço para selecionar meia dúzia de mensagens entre os dois, trocadas num período de dois anos. Com essa ardilosa montagem, conseguiram forjar uma conspiração que jamais existiu.

A base da denúncia é de que juiz e procurador não poderiam se falar, teriam de se comunicar apenas nos autos. Ora, isso só acontece em países onde há juiz de instrução e de julgamento, como na França, mas não no Brasil, onde o magistrado tem de acumular as duas funções.

Como juiz de instrução, era Moro quem autorizava as operações da Lava Jato e estava obrigado a tomar conhecimento do andamento das investigações, para quebrar sigilos dos réus e determinar as operações policiais, incluindo prisões preventivas e temporárias, conduções coercitivas e ordens de busca e apreensão, nas sucessivas operações s em diversas cidades, espalhadas pelo país.

INTERAÇÃO – Na fase de instrução, o juiz no Brasil tem de interagir com o Ministério Público e só deve deixar de fazê-lo na fase de julgamento. O sistema brasileiro funciona assim.

O site anunciou que a reportagem de domingo continha apenas 1% das denúncias e muito mais “ilegalidades” seriam reveladas. No entanto, já se passaram quase três dias e até agora… nada.  Sem novidades no front.

Mesmo assim, a grande mídia não desconfia de que há algo de errado nisso tudo. Sem aguardar nem cobrar as prometidas denúncias, os jornalistas embarcaram na onda do Intercept e ajudam a sujar a reputação de dois brasileiros que estão entre as personalidades mais importantes do mundo.

DIZ A DEFESA – Em O Globo, a colunista Bela Megale informa que os advogados de Lula planejam usar as mensagens trocadas por Moro e Dallagnol para pedir a anulação de processos, além de preparar um novo habeas corpus para que Lula seja libertado enquanto tramitam os questionamentos sobre o processo.

O fato concreto é que, se o Intercept não exibir mais provas de um relacionamento juridicamente promíscuo, é sinal de que não está agindo de forma jornalística, como seria de se esperar. E ficará claro que o site tornou-se parte do esquema em curso para inviabilizar a Lava Jato, implantado nos mesmos moldes da campanha para destruir a operação Mãos Limpas na Itália. (Carlos Newton/ Tribuna da Internet).

P.S. – Por enquanto, vamos ficar por aqui, na defesa da Lava Jato e desses dois brasileiros que simbolizam a luta contra a corrupção. A Tribuna da Internet funciona assim, lutando o bom combate, sob o signo da liberdade. Há muito mais a falar em favor de Moro e Dallagnol, dois brasileiros que merecem respeito e gratidão. (C.N.)

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