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Drogas em avião da comitiva de Bolsonaro é um duro golpe na imagem do Brasil

A prisão de um militar da Aeronáutica na Espanha, com drogas em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB), é um duro golpe nos planos do governo de melhorar a imagem internacional do Brasil. É o que dizem alguns interlocutores do Planalto, informa a Veja Online.

A prisão de um militar com drogas em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB), é um duro golpe nos planos do governo de melhorar a imagem internacional do Brasil.

Embora o militar não tenha ligação com a comitiva de Bolsonaro que vai ao Japão nesta semana, o episódio fornece munição para os críticos atacarem o governo com coisas ainda piores que as tradicionais polêmicas na área de costumes.

O militar brasileiro preso, nesta terça-feira, pela Guarda Civil espanhola, transportava 39 quilos de cocaína em um avião da FAB integrado à comitiva do presidente Jair Bolsonaro. Confirmaram fontes da corporação policial ao jornal El País. A prisão ocorreu durante uma escala do avião reserva da presidência em Sevilha, no sul da Espanha, rumo a Tóquio, onde Bolsonaro participará da reunião do G-20.

O militar brasileiro preso integrava a comitiva do presidente Jair Bolsonaro

Em nota, o Ministério da Defesa confirmou a detenção do militar por tráfico de entorpecentes, e Bolsonaro também escreveu um tuíte sobre o fato, cobrando apuração e pedindo à autoridade brasileira “imediata colaboração” á policia espanhola.

Fontes da Guarda Civil disseram ao El País que a detecção da droga e a posterior detenção do militar ocorreram quando os membros da tripulação e suas bagagens passaram pelo controle alfandegário obrigatório após a chegada a Sevilha. O militar foi levado para o comando da Guarda Civil na capital andaluza, e, nesta quinta-feira, passará à disposição judicial para responder por crime contra a saúde pública.

Mudança de rota

Após o fato registrado em Sevilha, a Presidência alterou a rota da viagem de Bolsonaro a Tóquio, segundo o portal UOL. Após decolar de Brasília, Bolsonaro fará escala em Lisboa em vez de Sevilha, segundo constava na sua agenda no final da noite de terça. O gabinete de imprensa do presidente não explicou o motivo da mudança.

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