Política

Futuro embaixador do Brasil mostra as suas credenciais: “Fiz intercâmbio e fritei hambúrguer nos EUA”

Depois que o presidente Jair Bolsonaro disse que “está no radar” dele a possibilidade de indicar o filho deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-RJ) como embaixador do Brasil nos Estados Unidos, o parlamentar respondeu, nesta sexta-feira (12/7), que o chanceler Ernesto Araújo “expressou apoio” à eventual indicação e disse que está preparado para o cargo.

Eduardo Bolsonaro (PSL-RJ) como embaixador do Brasil nos EUA virou caso de piada

Eduardo esteve no Palácio do Itamaraty, sede do Ministério das Relações Exteriores (MRE), em Brasília, para encontro com o ministro. “Na verdade, vim para uma reunião previamente agendada antes dos fatos que vieram à tona ontem”, disse. O deputado disse que “o chanceler expressou apoio (ao nome dele) na possível indicação para a embaixada dos Estados Unidos. O possível embaixador disse que deve se reunir com o presidente Jair Bolsonaro até o próximo domingo (14/07) para tentar resolver as questões. “Agora só falta conversar com o presidente e afirmar se essa é realmente a vontade dele”.

Eduardo destacou ainda o trabalho na presidência da Comissão de Relações Exteriores, um intercâmbio e até mesmo o fato de ter fritado hambúrguer nos Estados Unidos. “É difícil falar de si próprio, né? Mas não sou um filho de deputado que está do nada vindo a ser alçado a essa condição, tem muito trabalho sendo feito, sou presidente da Comissão de Relações Exteriores, tenho uma vivência pelo mundo, já fiz intercâmbio, já fritei hambúrguer lá nos Estados Unidos, no frio do Maine, Estado que faz divisa com o Canadá, no frio do Colorado, em uma montanha lá. Aprimorei o meu inglês, vi como é o trato receptivo do norte-americano para com os brasileiros”, comentou o parlamentar.

A vaga em Washington está disponível desde abril, quando o chanceler Ernesto Araújo removeu o diplomata Sérgio Amaral do posto. O diplomata Nestor Foster era considerado o favorito para substituí-lo. Eduardo Bolsonaro fez 35 anos nesta quarta, dia em que a reforma da Previdência foi aprovada no plenário da Câmara em primeiro turno. A nova idade é fator decisivo, pois preenche um dos requisitos para assumir o cargo de embaixador.

Após a indicação do presidente, essa decisão precisa ser endossada pelo Senado, que delibera sobre a questão em plenário. Eduardo Bolsonaro é presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara e, há meses, é tratado como consultor informal de assuntos internacionais do Planalto.

Ao Correio, o Ministério das Relações Exteriores (MRE) afirmou em nota que “a indicação é uma decisão do presidente da República em consulta com o MRE. Hoje, não existe nenhuma instrução de agrément (nenhum pedido para indicação) enviada à embaixada em nome de nenhum integrante da instituição”. (Fonte: Correio Braziliense/ foto: Wilson Dias/Agência Brasil).

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