Interior da Bahia

Política

Lula e Bolsonaro unem-se contra a Lava Jato e emporcalham a democracia, a liberdade e a justiça

Em tempo de Vaza-Jato, a pergunta que não cala é como enfrentar e combater gente vil e poderosa como Gilmar Mendes e as organizações criminosas da política, do mercado e da nomenclatura numa democracia, esse regime imperfeito como o amor e que o novo fascismo e a velha esquerda querem destruir de vez e para sempre.

Bolsonaro e Lula se unem contra a Lava Jato (lustração reproduzida do Youtube (Arquivo Google)

Tal propósito une, aliás, aqui nesse Brasil lindo e trigueiro, que não é mesmo para amadores, Lula, Bolsonaro e tantos mais contra a Operação Lava Jato, a favor da corrupção, da impunidade e do atraso, numa campanha grandiosa que manipula e emporcalha a defesa da democracia e as causas da liberdade e da justiça.

SEM AMOR E DEMOCRACIA, A VIDA FICA UMA DROGA

Amor e democracia são duas coisas parecidas. Quando a gente não tem, a vida fica uma droga. Apesar dos efeitos colaterais, ainda não se inventou, dizem, nada melhor. A não ser para os que mandam e os que se locupletam nas ditaduras, seja na Venezuela no presente de Maduro ou no Brasil da nostalgia e do projeto de Bolsonaro. Ou no mundo ideal da velha esquerda stalinista e do novo fascismo globalizado.

Não se pode dizer que Homero estava preocupado com isso, mas sabe-se lá… Gênio é gênio! O que não se pode negar é que o canto das sereias da política vai pelo Brasil e mundo afora em alto volume e a alta velocidade.

Ulisses mandou os marinheiros taparem os ouvidos com cera e também ordenou que o amarrassem no mastro de sua nave. Assim, ele ouviu as sereias, mas não pôde se jogar no mar contra os rochedos e evitou sucumbir ao encantamento e à sedução do seu canto. Não naufragou como tantos menos precavidos.

FASCISMOS BRIGAM ENTRE SI E FINGEM BRIGAR

O fascismo, ou melhor, os fascismos seduzem com promessas de dar às pessoas aquilo que lhes falta ou o que acham que lhes falta. Pode ser ordem e progresso ou um prato de comida, uma consulta médica, uma vaga na escola, uma casa, uma luz na escuridão ou uma passagem para o paraíso.

Nem só de promessas vivem os fascismos. Têm de inventar inimigos. Pode ser o judeu, o imigrante, o homossexual, o patrão, o burguês ou o vizinho que parece rico e feliz.

Fascismos de direita e esquerda brigam entre si e fingem brigar. Um diz que tem de ficar mais forte para vencer o outro, mas o que querem mesmo é destruir a democracia para impor e sobrepor ideologias, religiões e interesses. E, enquanto não destroem, usam a democracia e se labuzam.

CADA AMIGO DA DEMOCRACIA SABE O QUE FAZER

Não dá para chamar Ulisses de fascista. O que é comandar um navio mesmo em tempos de democracia?

Mas não se pode tapar os ouvidos das pessoas para não darem trela ao canto dos fascistas. E não se tem notícia (eu não lembro) de um outro líder que tenha pedido à sociedade para impedi-lo de cair na tentação do populismo e do autoritarismo. O povo que se cuide. A gente que se cuide.

Então? O que fazer quando gente vil e poderosa está unida contra a sociedade? Como ultrapassar os escolhos das sereias e vencer a onda de Trump, Putin, Maduro, Bolsonaro e tantos outros? Cada amigo da democracia sabe que não está sozinho e sabe o que deve fazer. A democracia tem de ser cuidada o tempo todo. Dá trabalho e pede sabedoria e perseverança. Em momentos como esse agora, os caminhos alternativos na política para preservar e fortalecer a democracia têm de ser reinventados e abertos por nós mesmos, sem tempo a perder. (Altamir Tojal / Tribuna da Internet).

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