Política

Alvo de fritura, Moro é aconselhado a deixar o governo Bolsonaro

A fritura a que o ministro Sergio Moro tem sido submetido por Jair Bolsonaro já faz com que aliados do ministro da Justiça sugiram que ele deixe o cargo. Por ora, no entanto, o ex-juiz da Lava-Jato não dá sinais de que pretende abandonar o barco.

Nomeado por Bolsonaro como referência, Moro vem sendo fritado pelo próprio governo

No Ministério da Justiça, a ordem do chefe é olhar para frente e tocar os projetos. Para ser ministro, Moro abriu mão de 22 anos de magistratura.

Críticas abertas – O presidente da República, que antes reclamava de Moro só reservadamente, hoje faz críticas abertas para boa parte de seus interlocutores. Como a coluna noticiou, Bolsonaro se queixou, nos últimos dias, da postura do ministro no episódio sobre a substituição do superintendente da PF no Rio, Ricardo Saadi. O presidente voltou a dizer que Moro é ingrato.

O fato concreto é que Moro está sendo boicotado. Com previsão inicial para irem ao ar em agosto, as peças da campanha publicitária do pacote anticrime do ministro ainda não começaram a ser gravadas. A principal dificuldade apontada por envolvidos na produção é encontrar os personagens. Os programas serão feitos a partir de histórias verídicas.

Aliados de Sérgio Moro vêm pedindo que ele deixe o governo para evitar desgaste

Três pontos – O Ministério da Justiça escolheu três pontos do projeto para serem convertidos em histórias na TV. O primeiro é a prisão após condenação em segunda instância, ou seja, aquelas que ainda não foram julgadas por tribunais superiores. O segundo ponto é o chamado “saidão”, quando é autorizada saída temporária, em determinadas datas, de presos que estão em regime fechado. O terceiro tema defende que sejam aceleradas as decisões tomadas por tribunal de júri.

Mas o buraco é mais embaixo. Segundo assessores de Jair Bolsonaro, o presidente e boa parte de sua equipe avaliam que os programas não devem ir ao ar antes de a reforma da Previdência ser aprovada no Senado. Bolsonaro disse no início do mês que Moro deveria “dar uma segurada” no seu projeto para não causar turbulência no andamento das reformas econômicas. (Por Bela Megale / O Globo).

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