Política

Bolsonaro prega o fim da imprensa, mas ela será a testemunha eterna dos fatos

No café da manhã com jornalistas, nesta quinta-feira em Brasília, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que “a imprensa está acabando” e acentuou que o Brasil está sendo prejudicado em sua imagem em decorrência de uma campanha contra o país. De um lado o presidente da República sustenta uma posição, de outro a Secretaria de Comunicação prepara uma ação coordenada quanto às críticas nas redes sociais.

Charge de Goran Divac, desenhista da Sérvia

No primeiro caso a reportagem é de Talita Fernandes, Folha de São Paulo de sexta-feira. No segundo a reportagem é de Renata Agostini e Júlia Lindner, O Estado de São Paulo.

IMPRENSA ETERNA – A missão da imprensa que a meu ver será assim ao longo da eternidade funcionará sempre como um canal entre o exercício do poder e a opinião pública de qualquer país. Por isso, sustento sempre que os jornais e emissoras de rádio e televisão não inventam fatos, apenas os destacam. Jornalismo não é, portanto, uma obra de ficção.

Vejam os leitores, por exemplo, o que aconteceu e está acontecendo em matéria de queimadas devorando matas verdes na Amazônia, que se tornariam pulmões de grande parte das regiões brasileiras. A comunicação entre os governos e as populações dependerá sempre do canal chamado imprensa. Como imprensa incluo também as redes sociais da Internet, as quais são responsáveis por milhões de mensagens projetadas por todos aqueles que se utilizam da Internet para as comunicações do que acontece a cada dia.

O secretário de Comunicação da Presidência da República, Fábio Wajngarten, está concluindo um projeto que considera uma ação anticríticas nas redes sociais. É claro que será uma ideia difícil de concretizar, porque a comunicação baseia-se em fatos concretos, não apenas em projetos por mais elaborados que sejam. Transformar os fatos em exposição pública é uma tarefa que decorre das ações de governos.

QUEIMADAS – O episódio das queimadas, por exemplo, ilustra bem o panorama que deve servir de análise para todos aqueles que buscam diariamente informações e opiniões tanto sobre a vida de seus países quanto dos comentários feitos em cima deles. Verifica-se esta verdade no episódio que preencheu ontem uma avalanche de matérias na internet, não só no Brasil mas em grande número de países preocupados com a Amazônia.

Tanto assim que os governos da França, Alemanha e EUA comentaram o desastre que vem atormentado não só os especialistas do meio ambiente, mas também as próprias populações. Na Inglaterra, por exemplo, o episódio brasileiro tomou conta de grande número de órgãos de comunicação dos ingleses, principalmente na cidade de Londres, capital do país.

VELOCIDADE – A rapidez  que marca a circulação de notícias e comentários é consequência direta da velocidade das redes sociais e de seu acesso a elas. Cada um que possuir um computador torna-se um editor de si mesmo. Isso faz entender cada vez mais a importância das redes sociais.

Enquanto isso, no seu principal editorial de ontem, O Estado de São Paulo, abordou uma das maiores bases da economia. Ressaltou que, sem consumo, o país encalha, conforme esta coluna vem afirmando há anos.

Agora temos de ver de onde virá a capacidade de consumir da sociedade brasileira. Eis uma das questões que Guedes não responde. (Pedro do Coutto/ Tribuna da Internet).

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