Justiça

PF prende desembargadora Maria do Socorro, ex-presidente do TJ-BA

A Polícia Federal prendeu preventivamente na manhã desta sexta-feira (29) a desembargadora Maria do Socorro Barreto Santiago, ex-presidente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), em nova fase da Operação Faroeste, que investiga um esquema de corrupção no tribunal.

Desembargadora Maria do Socorro Barreto Santiago, ex-presidente do TJ-BA, presa pela PF

De acordo com o jornal O Globo, a ordem de prisão foi expedida pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Og Fernandes, relator do caso, após pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). Por outro lado, Og converteu as prisões temporárias cumpridas na semana passada em preventivas — sem prazo para terminar.

Maria do Socorro é suspeita de integrar um esquema de venda de sentenças. Segundo a investigação, a desembargadora movimentou cerca de R$ 17 milhões em suas contas entre 2013 e 2019, parte dos valores sem origem comprovada.

Pedido a Rui Costa em favor de falso Cônsul

Na decisão em que o ministro do Superior Tribunal de Justiça, Og Fernandes, torna preventiva a prisão do advogado Márcio Duarte Miranda, genro apontado pela Faroeste como operador da desembargadora Maria do Socorro Santiago, afastada do Tribunal de Justiça do Estado na mesma Operação, os investigadores relatam a descoberta de um “pedido manuscrito” dirigido por ela ao governador Rui Costa (PT).

A desembargadora teria feito um “pedido manuscrito” ao governador Rui Costa (PT)

“Pedir ao governador nos atender para ele fale com o Julio Ribas da Embraba Vancy do Aeroporto para atender o pessoal da Addey Taxi Aéreo, Yeda Muricy Guimarães”, diz o documento. Segundo a operação, em diligência realizada no hangar da Addey Taxi Aéreo foi encontrada uma aeronave com a bandeira da Guiné Bissau e uma porta com os dizeres “Embaixada da Guiné Bissau”.

De acordo com a diligência, em outro manuscrito, Maria do Socorro registra um número do processo vinculado a um juiz federal em Brasília e afirma: “julgar favorável Addey Taxi Aéreo Ltda”. Os investigadores deduzem que, caso a empresa de transportes aéreos esteja vinculada à Guiné Bissau e a Adailton Maturino, que se apresentada como Cônsul daquele país e também está preso na mesma operação, a magistrada teria pedido favor ao governador e ao juiz em favor do investigado. (Fonte: Politica Livre).

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