Saúde

Câmara aprova produção nacional de insumos para doenças negligenciadas

A Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputado aprovou nesta quarta-feira (11/12), por unanimidade, o Parecer do deputado Paulo Azi (DEM/BA) sobre o Projeto de Lei nº 10.096/2018, que altera a Lei nº 8.080/9, para dispor sobre a produção nacional de insumos farmacêuticos ativos estratégicos para o tratamento de doenças negligenciadas, tais como dengue, doença de chagas, esquistossomose, lepra, malária, tuberculose e doença do sono. 

A Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputado aprovou nesta quarta-feira (11/12), por unanimidade, o Parecer do deputado Paulo Azi (DEM/BA).

De acordo com Azi, o que norteou a apresentação desse projeto, de autoria da  ex-deputada Laura Carneiro, foi a recente escassez de penicilina no mercado brasileiro frente ao aumento do número dos casos de sífilis. Na ocasião, foi necessária a adoção de medidas urgentes para evitar a falta do medicamento, como importação e a autorização do Ministério da Saúde para aumentar o preço e estimular o mercado. 

Isso porque a penicilina tem baixo valor comercial, por ser um princípio ativo antigo, de amplo uso e barato. Com isso, as empresas farmacêuticas não têm interesse em fabricá-lo, por seu baixo retorno financeiro.

O PL estabelece que os laboratórios farmacêuticos públicos deverão produzir os insumos ativos, como a penicilina, destinados a estas doenças. Quando a produção pública dos insumos não for possível, será autorizada a celebração de parcerias ou convênios com o mesmo objetivo.

O projeto é de autoria da ex-deputada Laura Carneiro

O Brasil poderá com isso usufruir das flexibilidades estabelecidas no acordo sobre Aspectos dos Direitos de Propriedade Intelectual Relacionados ao Comércio (mais conhecido por sua sigla em inglês, TRIPS). Uma delas é a licença compulsória, que permite a produção ou a importação de um medicamento genérico, forçando a concorrência e a queda dos preços. 

O Projeto segue agora para apreciação da Comissão de Constituição e Justiça e depois para o Senado Federal.

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