Política

Ex-governador da Paraíba é preso ao retornar ao Brasil

O ex-governador da Paraíba Ricardo Coutinho (PSB) foi preso ao desembarcar no Brasil na noite de quinta-feira 19. Ele recebeu voz de prisão da Polícia Federal no aeroporto de Natal, capital do Rio Grande do Norte, ao retornar de uma viagem internacional. Em seguida, foi conduzido para sede da PF em João Pessoa, onde deve passar por audiência de custódia ainda na manhã desta sexta.

O ex-governador Ricardo Coutinho (PSB): preso ao desembarcar (José Cruz/Agência Brasil)

Ricardo Coutinho é alvo de um dos 17 mandados de prisão preventiva emitidos pela Operação Calvário, deflagrada na terça-feira, 17. A operação investiga desvios de recursos públicos na área da saúde no estado da Paraíba, governado por Coutinho entre 2011 e 2018. Ao receber a notícia do mandado de prisão, o ex-governador afirmou que anteciparia a volta da viagem de férias que fazia com a família. Além de Coutinho, deputados, prefeitos e secretários foram alvos da operação.

De acordo com as investigações, o valor desviado chega a 134 milhões de reais, sendo que pelo menos 120 milhões de reais teriam sido destinados a agentes políticos e a campanhas eleitorais em 2010, 2014 e 2018. A PF afirma que os desvios ocorriam por meio de fraudes em licitações e em concursos públicos, corrupção e financiamento de campanhas eleitorais e superfaturamento de equipamentos, serviços e medicamentos.

De acordo com a coluna Radar, a ação promete ter consequências no Rio de Janeiro. Um dos colaboradores dessa fase da operação é o empresário Daniel Gomes da Silva, que liderava o esquema desmontado pelos investigadores. Em uma delação homologada pelo Superior Tribunal de Justiça, ela relatou seu envolvimento com a campanha de Wilson Witzel.

Segundo a PF, o grupo criminoso organizou uma rede de prestadores de serviços terceirizados e de fornecedores, com a celebração de contratos com sobrepreço na gestão dos Hospitais de Trauma, de Mamanguape (PB) e o Metropolitano em Santa Rita (PB). As investigações verificaram o uso eleitoral dos serviços de saúde, com direcionamento de atendimentos e fraude no concurso de pré-seleção de pessoal do Hospital Metropolitano em 2018. (Fonte: Veja).

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