Polícia

Jornalista desaparece em Feira e é encontrada em Riachão

A jornalista Cristiane Castro, 36 anos, que estava desaparecida desde terça-feira (31), em Feira de Santana, foi encontrada no início da noite desta quarta-feira (01/01), no município de Riachão do Jacuípe, no Território da Bacia do Jacuípe. Ela deu entrada por volta das 19h no Hospital Municipal. Segundo a atendente, Cristiane alegou que estava com dores estomacais.

Cristiane dasapareceu em Feira, mas foi encontrada em Riachão do Jacuipe

No momento em que fazia a ficha para o atendimento de Cristiane, a atendente percebeu que se tratava da jornalista que estavam à procura nos grupos de WhatsApp. Prontamente, com auxílio das enfermeiras de plantão, após medicarem Cristiane, resolveram ligar para a família informando que ela havia sido encontrada.

Familiares se emocionaram com a informação, principalmente em saber que não havia nenhum tipo de lesão ou ato de violência contra Cris, como é conhecida. Ao receber a notícia, a família se deslocou para Riachão do Jacuípe, para o reencontro, depois de muitas horas de angústia e aflição. Mãe, irmãs, sobrinhos, primos e vários amigos estiveram na unidade hospitalar para abraçar Cristiane, que não conteve a emoção de reencontrar seus familiares.

Como foi

Segundo áudios da família que circulavam pelas redes sociais, a jornalista foi vista pela última vez na terça-feira, dia 31 de dezembro, por volta das 14h55. Ela teria usado um Uber até a agencia do Itaú, na Rua Conselheiro Franco, centro de Feira de Santana. “Mas nós conversamos com o motorista e ele disse que deixou ela na porta do banco. Depois foram checadas as câmeras, que mostram que ela realmente deixou o local sozinha, na direção da Praça da Matriz”, diz Cinthia, prima de Cristiane.

Cristiane Castro é jornalista com atuação em Feira de Santana

A partir daí, a família não teve mais noticias sobre o destino de Cristiane. Familiares, colegas e amigos fizeram uma verdadeira cruzada pelas redes sociais na tentativa da localizar a jornalista. Informações davam conta, inclusive, que ela estava bem e tinha dois empregos em Feira de Santana.

Cristiane é solteira e mora com a mãe e nunca fez algo parecido. Segundo Cinthia Freitas, prima de Cristiane, foi um grande alívio para a família, pois eles já haviam procurado em todos os lugares possíveis. “Cristiane é uma pessoa muito querida. Ela não sabe o tanto de gente que gosta dela, que ficou feliz em reencontrá-la”, disse Cínthia.

Cinthia ainda criticou um áudio vazado nas redes sociais onde diz que Cristiane estaria com depressão. “Ela nunca fez isso. O povo tá falando que ela tem depressão. É um médico que tem que dá um diagnóstico de depressão. Ela não tem esse diagnóstico”, ressaltou.

Cristiane deixou o Hospital Municipal de Riachão do Jacuípe por volta das 22h30. A família vai aguardar passar o efeito da medicação para que a jornalista possa contar com detalhes o que aconteceu.

Cinthia contou também que a família temia pela vida dela, inclusive procuraram em praças, hospitais e DPTs de Feira de Santana e região.

No reencontro, Cristiane estava com a mesma roupa do dia do desaparecimento. Nenhum pertence foi levado. Cris passa bem.

O réveillon de Cristiane

A família não teve motivo para comemorar a festa de fim de ano por conta da enorme preocupação de saber onde estaria Cristiane Castro. Mesmo após o reencontro, havia o desejo em saber por onde ela andou na madrugada da virada do ano. Uma informação chegou que a jornalista teria dormido numa pousada próximo ao semáforo. Foi descoberto então, que tratava-se da Pousada da Praça, em Riachão do Jacuipe.

O proprietário, o senhor Jorge Carneiro, esteve no hospital para tranquilizar a família em relação à hospedagem de Cristiane. Segundo Jorge, Cris chegou pouco depois das 16h de terça-feira (31), dizendo que seu veículo quebrou na estrada, mas já teria sido levado para Feira de Santana pelo guincho e que ela estava bastante cansada. Ela dormiu na pousada e saiu por volta das 5h desta quarta-feira (01).

Jorge Carneiro ainda afirmou que ela estava sozinha e não demonstrava nenhum sinal anormal. “Somente um semblante de preocupação, que imaginei ser por conta do veículo quebrado”, concluiu o empresário.

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