Esporte

Flu de Feira quer contratar o ‘goleiro’ Bruno, mas sofre reação

O Fluminense de Feira de Santana busca contratar o goleiro Bruno para a disputa do Campeonato Baiano. Quem confirma a negociação é o próprio presidente do Touro do Sertão, o deputado estadual Pastor Tom (PSL).

Ex-goleiro alega que precisa trabalhar para sustentar a família (Foto: Alex de Jesus/O Tempo)

O camisa 1 está preso desde 2010 pelo assassinato de Eliza Samúdio e pelo sequestro e cárcere privado do filho Bruninho, que hoje vive com a avó, mas vem cumprindo pena no regime semiaberto em Varginha (MG). Lá, chegou a defender o Boa Esporte por cinco partidas, em 2017.

Antes do crime, se destacou pelo Atlético Mineiro e teve uma rápida passagem pelo Corinthians, sem sequer entrar em campo, até que chegou ao Flamengo, pelo qual conquistou o tricampeonato carioca, entre 2007 e 2009 e o Brasileirão de 2009.

Bruno, após o crime, vive nos tribunais, mas tentar retomar a carreira no futebol

No final de 2019, chegou a acertar com o Poços de Caldas-MG, mas não participou de partidas oficiais. Depois, esteve bem próximo de assinar com o Barbalha-CE. Nos últimos dias, o Ceilandense manifestou interesse no arqueiro.

“Estamos conversando. A sociedade fala tanto em recuperar as pessoas que um dia cometeram um crime. Eu não vejo dificuldade nenhuma. Temos que amar o próximo. Todo mundo sabe que ele ficou preso por nove anos. Vejo que as penitenciárias da Bahia fazem tudo para recuperar um preso e entregá-lo para a sociedade. Ele pagou pelo que foi preso, ficou nove anos e não vejo nada demais“, destacou Tom em entrevista ao Bahia Notícias.

Pastor Tom, presidente do Fluminense: ‘nova oportunidade’ (Foto: Acorda Cidade)

“Vai ficar julgando o cara o tempo todo? Ele ficou preso por nove anos e vamos ficar nessa de portas fechadas? É um grande profissional. Se envolveu num problema aí, mas já foi solto pela Justiça, ele não é foragido da Justiça. Temos que ter amor nesse momento também. Queremos que ele responda dentro de campo. Respondeu dentro de campo, já era, já foi”, completou.

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