Cultura

Regina Duarte é convidada para o lugar de ‘nazista’ na Secretaria da Cultura

A atriz Regina Duarte foi convidada pelo governo para assumir a Secretaria Nacional de Cultura e promete responder até este sábado (18), informou, nesta tarde, o site do jornal Folha de S.Paulo.

Atriz Regina Duarte foi convidada para a vaga do Secretário de Cultura do governo

Segundo a publicação, ela já foi chamada anteriormente para o posto pelo presidente Jair Bolsonaro, mas recusou.

“Dessa vez, no entanto, o assédio a ela aumentou. A atriz, conhecida por suas posições de direita, vem sendo cortejada por membros do entorno de Bolsonaro desde o anúncio da saída de Roberto Alvim. Regina disse a interlocutores que ficou animada, mas ainda está em dúvida sobre assumir o cargo”, informou o jornal paulista.

Propaganda nazista

O secretário de Cultura do Governo Bolsonaro, Roberto Alvim, foi exonerado nesta sexta-feira após o impacto negativo causado por um discurso em que parafraseou o ministro de propaganda nazista Joseph Goebbels. 

Roberto Alvim, foi exonerado nesta sexta-feira após o impacto negativo causado por um discurso em que parafraseou o ministro de propaganda nazista Joseph Goebbels.

“Um pronunciamento infeliz, ainda que tenha se desculpado, tornou insustentável a sua permanência”, afirmou Bolsonaro em comunicado após a onda de indignação gerada pelas declarações do secretário. 

O controverso discurso foi gravado para um vídeo oficial publicado na véspera do lançamento de um novo Prêmio Nacional de Artes. 

“A arte brasileira da próxima década será heroica e será nacional. Será dotada de grande capacidade de envolvimento emocional e será igualmente imperativa, posto que profundamente vinculada às aspirações urgentes de nosso povo, ou então não será nada”, afirmou Alvim na quinta-feira à noite. 

A frase é muito parecida com a de Goebbels – na qual o líder nazista falou de arte “heroica”, “nacional” e “imperativa” -, citada no livro “Goebbels: a Biography” (2015), de Peter Longerich. 

Alvim disse que foi um “erro involuntário” e que não sabia a origem da sentença. 

“No meu pronunciamento, havia uma frase parecida com uma frase de um nazista. Não havia nenhuma menção ao nazismo na frase, e eu não sabia a origem dela. O discurso foi escrito a partir de várias ideias ligadas à arte nacionalista, que me foram trazidas por assessores. Se eu soubesse da origem da frase, jamais a teria dito”, afirmou. (Fonte: Diário do Nordeste).

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