Política

Ex-aliada, Janaina Pascoal se arrepende do voto e pede que Bolsonaro renuncie à Presidência

A deputada estadual de São Paulo Janaina Paschoal (PSL), que chegou a ser cotada para vice do presidente Jair Bolsonaro nas eleições de 2018, disse nesta segunda-feira, dia 16, ter se arrependido de votar nele. A declaração foi feita durante sessão plenária da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp).

Deputada diz estar arrependida de ter votado em Bolsonaro (Foto: Bruno Rocha/Valor)

Na visão da parlamentar, Bolsonaro deveria deixar o cargo, pois a situação é tão urgente que sequer há tempo para um processo de impeachment.

“DEIXA O MOURÃO!” – “O que ele fez ontem é inadmissível, é injustificável, é indefensável!”, discursou Janaina. “Crime contra a saúde pública. Desrespeitou a ordem do seu ministro da Saúde”, completou. “Esse senhor tem que sair da Presidência da República. Deixa o Mourão!”, defendeu, em referência ao vice-presidente general Hamilton Mourão.

“Como um homem que está possivelmente infectado vai para o meio da multidão?”, indagou a deputada. “Eu me arrependi do meu voto. As autoridades têm que se unir e pedir para ele se afastar, não temos tempo para um processo de impeachment”, afirmou.

No domingo, Bolsonaro que – havia sido orientado a ficar em isolamento até refazer testes para o coronavírus – participou de uma manifestação de seus apoiadores contra o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF) em Brasília, em plena pandemia global.

IMPEACHMENT DE DILMA – Foi o pedido de impedimento que Janaina assinou ao lado dos juristas Miguel Reale Júnior e Hélio Bicudo – este morto em 2018 – que levou à queda da então presidente Dilma Rousseff em 2016.

Nesta segunda, Reale Júnior defendeu que o Ministério Público peça que o presidente Jair Bolsonaro seja submetido a uma junta médica para saber se ele teria sanidade mental para o exercício do cargo.

Janaina já havia batido de frente com o governador João Doria em função do surto de coronavírus, na quinta-feira passada, enquanto o governador ainda tinha mantido a permissão para eventos públicos. Na sexta-feira, o governo suspendeu eventos com mais de 500 pessoas. (Por Paula Reverbel / Estadão).

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