Saúde

Covid-19: Dados indicam fim da pandemia em um mês, com exceção de países como o Brasil

Sites de instituições de referência, como a Universidade Johns Hopkins e Worldometers mostram claramente a tendência mundial de diminuição dos casos de pneumonia ligados à Covid-19 e das mortes decorrentes do coronavírus. As informações são do Portal UOL.

No Brasil, onde o combate é menos forte, a situação ainda pode continuar por alguns meses

Conforme o site, especialistas acreditam que, caso não haja um forte avanço, a pandemia pode terminar em um mês. Na quarta-feira (20), a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou que as contaminações tinham ultrapassado 5 milhões de casos no mundo. Esse aumento se deve a um número recorde de novos casos em quatro países: Brasil, Rússia, Arábia Saudita e Estados Unidos.

A última atualização realizada nessa sexta, 22, pelo Ministério da Saúde, mostrou que o Brasil teve 20.803 novos registros de Covid-19 em 24 horas, com o total de casos chegando a 330.890. O País contabiliza também 21.048 óbitos pela doença.

Propagação do vírus diminui

Por outro lado, nos Estados Unidos os casos aumentaram em 1,2%, na Alemanha em 0,3% e na França, Itália e Espanha em 0,25%. O portal do jornal econômico Les Echos lembra que na Suíça os casos evoluíram em apenas 0,05% por dia desde o início de maio. As exceções na Europa ficam por conta da Bélgica (0,6%) e Reino Unido (1,2%).

Os Estados Unidos têm o maior número de infectados no mundo (Foto: Agencia Brasil)

O professor Jean-François Toussaint, que leciona Fisiologia na Universidade de Paris, é otimista em relação ao fim da pandemia. Em entrevista nesta sexta-feira, 22, à France Info, ele lembra que a propagação do vírus na França teve queda de 95% em relação ao pico da crise, entre fim de março e começo de abril. “O risco não desapareceu, mas é bem menor”, disse o médico.

Toussaint criticou a decisão do governo francês em proibir o acesso às praias durante a fase de isolamento social. “São os locais onde há menos chance de contaminação”, ele declarou, lembrando que “em espaços abertos, o ar pode circular e se renovar mais facilmente”.

Países como França e Itália já estão retornando à normalidade (Foto: DW).

O especialista citou ainda vários indícios que apoiam a tese do fim da pandemia. “As doenças atualmente decorrentes da Covid-19 são raramente graves. Na Europa e no mundo, a mortalidade diminuiu em 50% em relação ao pico de 16 de abril.

A doença recuou e até mesmo sumiu em 50 regiões do mundo”. “Há exemplos como a Nova Zelândia, que há três semanas não tem nenhum caso de contaminação ou morte. Se a França seguir essa tendência, a epidemia vai acabar”, afirma.

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