Política

Bolsonaro dá ultimato ao STF: “chega”! A conferir se a Corte Suprema vai se ajoelhar

O presidente Jair Bolsonaro anda furioso com o Supremo Tribunal Federal (STF), mais especificamente com os ministros Celso de Mello e Alexandre de Moraes. Hoje de manhã, ao sair do Palácio do Alvorada, bradou: “Não teremos outro dia como ontem. Chega”.

Bolsonaro está furioso com STF, que investiga a indústria de fake news (Foto/Agência Brasil)

Bolsonaro se referia à operação feita pela Polícia Federal no dia de ontem, determinada por Alexandre de Moraes, que autorizou o cumprimento de mandados de busca e apreensão contra seus aliados, empresários e parlamentares, no âmbito do inquérito das fake news aberto na corte. Moraes foi o ministro que também impediu a posse de Alexandre Ramagem, o amigo que Bolsonaro queria colocar na diretoria-geral da Polícia Federal.

Furioso, presidente tenta conter investigações da Policia Federal (Foto: G1)

Celso de Melo foi o ministro que levantou o sigilo do vídeo da reunião ministerial que faz parte do inquérito que apura uma possível tentativa de interferência de Bolsonaro na Polícia Federal. O vídeo, que agradou os bolsonaristas, deixou claro para a Nação o nível das autoridades que tomam conta do país.

Temor pelos filhos

O grande temor do presidente, ao que parece, é que o inquérito das fake news chegue aos seus filhos, em especial ao vereador Carlos Bolsonaro. Ele seria o comandante do chamado “Gabinete do Ódio”, que estaria instalado no Planalto, bem próximo ao gabinete de Bolsonaro, para disseminar notícias falsas contra adversários políticos e autoridades, inclusive ministros do STF.

Presidente faz de tudo para as investigações não chegarem aos filhos (Foto: A Gazeta)

“As coisas têm limites”, disse Bolsonaro hoje de manhã. Apesar da bravata, não parece, pelo menos por enquanto, que o presidente vai seguir uma sugestão dada por outro filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, e mandar fechar o Supremo com um cabo e um soldado.

O que ele deseja é que decisões como as tomadas por Alexandre de Moraes e Celso de Mello sejam avaliadas pelo plenário da Corte Suprema. Que assim seja. A ver, primeiro, se a maioria dos 11 ministros do STF vai se ajoelhar diante da vontade do presidente. Segundo: se Bolsonaro não gostar da decisão tomada pela maioria, vai fazer o quê? Mandar fechar? (Fonte: O Estado de Minas).

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