Cultura

Em live, o cineasta Antonio Olavo fala sobre seus filmes e ‘um novo mundo solidário’

Nesta quinta feira, 2 de julho, às 16h, o cineasta Antonio Olavo fala sobre sua trajetória profissional, seus filmes que tratam da valorização da memória negra e a contribuição do cinema para construir um mundo novo e solidário.

O cineasta Antonio Olavo fala sobre sua trajetória profissional amanhã (Foto: Prtfolium)

A conversa, mediada por Juci Santana, será transmitida pelo facebook, aberta para quem quiser assistir. O evento é uma promoção do Centro Público de Economia Solidária – CESOL, ligado à Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte – SETRE.

Com o mundo vivendo uma grave crise sanitária, obrigando a um necessário confinamento, pesquisas apontam um aumento de 60% no consumo de audiovisual no Brasil. Para discutir sobre isso e como o cinema pode contribuir para a construção de um novo mundo, justo e solidário, esta live será uma boa oportunidade de ouvir e falar com um dos mais conceituados cineastas baianos, com 45 anos de experiência profissional, sempre tendo como eixo principal de atuação, a valorização da memória negra na Bahia e no Brasil.

Olavo irá contar histórias que envolveram a produção de seus filmes. Ao longo de sua carreira, foram 5 longas-metragens dirigidos por ele, todos documentários: “Paixão e Guerra no Sertão de Canudos” (1993), “Quilombos da Bahia” (2004), “Abdias Nascimento Memória Negra” (2008), “A Cor do Trabalho” (2014) e “1798 Revolta dos Búzios” (2018). Olavo dirigiu também uma série para TV denominada “Travessias Negras” (2017), atualmente em exibição nacional no Canal Futura.  Nos últimos tempos, está finalizando “Ave Canudos! Os que sobreviveram te saúdam”, filme sobre os sobreviventes da Guerra de Canudos. Todas essas produções foram realizadas pela Portfolium Laboratório de Imagens, produtora que ele dirige há 28 anos.

Apaixonado pelas lutas do povo negro, além dos filmes, Olavo também já promoveu exposições fotográficas, editou livros e calendários de parede, e é um grande ativista cultural circulando com suas obras nos espaços públicos. Todos os seus filmes circulam amplamente, principalmente nas escolas públicas, centros culturais e associações da sociedade civil, sempre com ricas discussões e debates.

“Os tempos atuais vão deixar muitos ensinamentos. Um dos mais importantes é a necessidade de promover mudanças estruturais na sociedade, nos distanciando de um modelo vigente que demonstrou seu fracasso e nos aproximando do projeto de construção de um mundo novo, solidário e humano, com justiça social e bem estar para todas e todos. E o cinema e o audiovisual tem um papel muito importante nesse processo, pois é um instrumento poderoso capaz de gerar reflexões que provocam mudanças nas mentalidades das pessoas e pode contribuir com essa transformação, produzindo obras comprometidas com o fortalecimento de uma sociedade justa, sem preconceitos, sem racismo. Devemos investir muito em Cultura e Educação, concentrar os esforços nas novas gerações de crianças e adolescentes, são estas novas gerações, com novas mentalidades, que irão viver um mundo novo”, definiu o cineasta.

Olavo em ação: um trabalho com muita visão social (Foto: Portfolium).

Por fim, Olavo diz que “certamente não iremos sair dessa crise do mesmo jeito que entramos e eu aposto na possibilidade de sairmos abraçados com o compromisso de construir uma sociedade nova, justa, solidária e sem racismo pois isso interessa a todos: negros, negras, brancos e brancas”.

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