Saúde

Pesquisa: Taxa de contágio de covid-19 volta a disparar no Brasil

Em meio à onda de flexibilização brasileira, as taxas de contágio (Rt) do novo coronavírus voltaram a subir.

Taxa de contagio tem aumentado no país

Na nova avaliação do Imperial College de Londres, o Brasil, que na semana passada chegou perto de atingir níveis considerados controlados da transmissão, sofreu um retrocesso e aumentou a Rt para 1,11, ou seja, cada grupo de cem pessoas infectadas transmite o vírus para outras 111. 

Taxas acima de 1 significam que a disseminação do covid-19 no país está descontrolada, não sendo possível rastrear com precisão o caminho do vírus. Com a atualização, o Brasil se mantém no rol dos países com transmissão ativa pela 11ª semana, sendo a nação americana com mais longa permanência neste patamar. 

Segundo país com mais mortes por covid-19 na América Latina, o México caminhou no sentido contrário ao do Brasil e conseguiu reduzir a Rt de 1,14 para 0,95, índice que considera controle de transmissão do vírus. Também com taxas abaixo de 1 estão o Chile (0,75), que permanece em queda pela terceira semana, e Peru (0,99), que registrou aumento de 0,06 em relação ao balanço anterior. 

Apesar de ainda estarem com a doença ativa, esta semana países da região apresentaram significativas quedas. A Colômbia, que estava com Rt de 1,45 caiu para 1,19. A taxa argentina é de 113 novas infecções transmitidas por um grupo de cem doentes, sendo que, anteriormente, esse mesmo grupo tinha capacidade de contaminar 137 pessoas. 

No entanto, dos outros 19 países da América Latina, oito possuem taxas mais elevadas que a brasileira. São eles: Honduras (1,58), ocupando a primeira posição do ranking mundial em relação ao maior descontrole, seguido por Bolívia (1,50), Equador (1,39), Panamá (1,34), El Salvador (1,33), Colômbia (1,19), Guatemala (1,15) e Argentina (1,13). A região das Américas é, atualmente, o epicentro da doença no mundo e concentra mais de 50% dos casos e mortes.

Subnotificação

O novo relatório ainda apresenta a taxa de subnotificação dos 55 países avaliados. Segundo o estudo, o Brasil reporta 43,9% dos casos, o que representa uma melhora gradual ao longo das semanas. No balanço anterior, o índice estava em 36,3%. Em relação ao início de abril, o avanço foi significativo, já que, à época, o país só registrava 10,4% das infecções. 

Para o cálculo, os pesquisadores consideram o número de mortes reportados como sendo um dado fiel e levam em conta os registros de óbitos de duas semanas anteriores e de casos dos 10 dias anteriores. Quanto maior a discrepância entre a taxa de mortalidade divulgada e a estimada, maior o grau de subnotificação.  (Fonte: Correio Braziliense).

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