Política

Bolsonaro desejou “infarte ou câncer” para Dilma em 2015

A notícia de que o presidente Jair Bolsonaro foi diagnosticado com o novo coronavírus causou enorme comoção nas redes sociais. Muitos opositores do presidente levantaram a hashtag #forçacovid e alguns chegaram, inclusive, a escrever que desejam a morte do chefe do Executivo. A maioria das postagens de ódio foi feita por perfis falsos.

Em 2015, Bolsonaro desejou que Dilma morresse com o pior câncer

A reação das redes causou a ira de apoiadores do governo, incluindo os filhos do presidente. Carlos e Eduardo Bolsonaro se posicionaram, também através de seus perfis nas redes sociais, para denunciar as postagens. “A imensa quantidade de pessoas pedindo a morte do chefe do Executivo neste momento deveria ser motivo de solidariedade imediata dos líderes dos outros poderes, mas o que vemos novamente é a seletividade da indignação e ninguém chama os tais “desumanos” de robôs. Não terão êxito!”, escreveu Carlos.

“E entre estas, muitas contas verificadas. Mas claro, o Twitter não considerará isso discurso de ódio, o que é reservado apenas pra opiniões (mesmo inofensivas) da direita.”, respondeu Eduardo na postagem de irmão. A reportagem apurou a denúncia de Eduardo e não conseguiu encontrar perfis verificados desejando diretamente a morte de Bolsonaro, ainda que alguns tenha utilizado a hashtag #forçacovid para comentar o caso e criticar os posicionamentos do presidente durante a pandemia.

Em 2015, no entanto, pouco antes do início do rito de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, Bolsonaro deu uma entrevista em que desejou um “infarte ou câncer” para o petista. Questionado sobre quando ele achava que o mandato da então presidente terminaria, Bolsonaro respondeu: “Eu espero que acabe hoje, infartada ou com câncer, de qualquer maneira. O Brasil não pode continuar sofrendo com uma incompetente, ou ‘incompetenta’ à frente de um país tão grande e maravilhoso”.

Confira a fala polêmica de Bolsonaro: 

O então deputado e capitão da reserva voltou a causar polêmica durante o impeachment da petista, ao exaltar o coronel Brilhante Ustra, torturador condenado por crimes cometidos durante a ditadura militar no Brasil. (Fonte: Portal Terra).

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