Cultura

Moraes Moreira é celebrado em reencontro em live dos Novos Baianos

Ouvir e entender a obra dos Novos Baianos e reforçar o quão perene e fundamental o grupo se mantém nos dias atuais, é um ponto de partida crucial para celebrar o processo criativo da Música Popular Brasileira.

Baby, Luiz Galvão, Paulinho Boca de Cantor e Pepeu Gomes homenageiam Moraes Moreira

Trazer de volta a sonoridade antológica produzida por Baby do Brasil, Luiz Galvão, Paulinho Boca de Cantor e Pepeu Gomes para homenagear Moraes Moreira (1947-2020), se soma o tanto quanto ao contexto peculiar de conjunto, um dos mais representativos que se tem notícia no cenário cultural do País.

Amanhã, em live, o grupo volta a se encontrar para alternar entre a festa e a saudade, um repertório vasto que marcou gerações e que volta a ser exibido no show virtual marcado para as 17h30 no canal do YouTube da  marca de cerveja Devassa, patrocinadora do evento.

Ambientado no Rio de Janeiro, a ideia é remeter à vibe  ‘paz e amor’ dos idos anos de 1970 – década áurea que passou a registrar as boas novas do jazz, da bossa nova, do frevo e de outros ritmos  trazidos pelos Baianos e pela guitarra elétrica de Moraes que, junto a Luiz Galvão, foi mentor de boa parte das composições do grupo.

“Quem é fã dos Novos Baianos não pode perder essa live! Vamos estar juntos em homenagem a Moraes Moreira”, convoca Pepeu Gomes eu sua conta no Instagram, ao que de pronto, Baby do Brasil responde que “a festa vai começar”.

Moraes + Solidariedade

Que (re) comece, portanto. Inclusive para o Retiro dos Artistas e o Cortejo Afro (voltado à cultura africana), espaços que vão receber doações arrecadadas durante o show deste sábado.

Carentes e formados por produtores e outros profissionais que trabalham com o setor cultural e por causa da pandemia do novo coronavírus, seguem ao desdém dos tempos atuais, a apresentação de amanhã também pretende amenizar os prejuízos trazidos à cena da música brasileira.

Para matar a saudade do emblemático “Acabou Chorare” (1972), Baby, Pepeu, Paulinho e Luiz Galvão devem trazer “A Menina Dança”, “Preta Pretinha”, Mistério do Planeta e “Brasil Pandeiro” – algumas das certezas deste reencontro, histórico o tanto quanto foram todos os outros promovidos pelo grupo e que pela ausência de uma das cabeças mais pulsantes do grupo, se tornará também eternizado aos olhos e ouvidos de quem contemplá-lo.

Nem precisa, portanto, recorrer a spoilers para confirmar que o show vai ser feito de saudosismo, do grupo e dos fãs, haja vista o vazio que esse Novo Baiano deixou na música brasileira, o que inclui também a sua robusta discografia solo, o tanto quanto importante.

E como bem disse Paulinho Boca de Cantor em rede social, pouco tempo depois da morte do amigo, “Moraes sempre! E toda vez que formos cantar vamos lembrar dele, vamos homenageá-lo (…). Porque o trabalho dele é inesquecível’.

Amanhã, portanto, é dia “dessa gente bronzeada mostrar seu valor” ou, como diz um dos cartazes das redes sociais do grupo, chamando os fãs para o show, amanhã vai rolar “um desfile de hits, que passa por rock, frevo, samba e muito ziriguidum”.

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