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Steve Bannon, ex-estrategista de Trump e inspirador de Bolsonaro, é preso sob acusação de fraude

Steve Bannon, ex-conselheiro do presidente americano Donald Trump, foi detido nesta quinta-feira (20) e acusado de fraude contra cidadãos que doaram dinheiro para a construção de um muro na fronteira com o México, anunciou a Procuradoria de Nova York.

Steve Bannon, ex-conselheiro do presidente americano Donald Trump (Foto: Yahoo noticias)

A procuradora interina do distrito sul de Nova York, Audrey Strauss, disse que Bannon e outros três acusados “cometeram uma fraude de centenas de milhares de dólares, capitalizando seu interesse de financiar um muro na fronteira para arrecadar milhões de dólares, sob o falso pretexto de que todo o dinheiro seria gasto na construção”, quando na verdade ficaram com parte da quantia para uso pessoal.

A campanha on-line arrecadou mais de 25 milhões de dólares, de acordo com os promotores. No Brasil, em 2018, a campanha presidencial de Bolsonaro também foi inspirada nas teses Bannon.

Bannon, 66 anos, e outro acusado, Brian Kolfage, 38, fundador da campanha “We Build the Wall” (“Nós Construímos o Muro”), asseguraram aos doadores que 100% do dinheiro seria utilizado para a construção e que Kolfage não obteria um centavo do que foi arrecadado como salário ou compensação.

Mas de acordo com a acusação, Kolfage ficou com 350.000 dólares para financiar seu “luxuoso estilo de vida” e Bannon desviou um milhão de dólares para uma organização sem fins lucrativos que pagou secretamente a Kolfage “e cobriu centenas de milhares de dólares de gastos pessoais de Bannon”.

Ao lado de mais dois acusados, Timothy Shea e Andrew Badolato, Bannon e Kolfage montaram um esquema para desviar o dinheiro e ocultar a fraude, afirma a acusação.

Os quatro detidos foram acusados de dois crimes, fraude bancária e conspiração para lavagem de dinheiro. Cada delito pode resultar em uma pena máxima de 20 anos de prisão.

Bannon deve comparecer nas próximas horas a uma audiência com um juiz federal de Nova York para a leitura das acusações. (Fonte: Jornal de Brasília).

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