Professores da Uefs decidem pelo "estado de greve"
Em assembléia realizada na noite de quinta-feira (27) pela Associação dos Docentes da Uefs (Adufs) foi aprovado pelos professores o "estado de greve".
O "estado de greve" significa mais uma tentativa do movimento docente em buscar a negociação com o Governo do Estado, antes que seja necessária a deflagração de uma greve. A campanha salarial 2010 reivindica a incorporação das Condições Especiais de Trabalho (CET) de 70%, gratificação paga pelo governo aos professores de forma separada do salário base.
Atualmente, o salário recebido pelos professores das universidades estaduais da Bahia é o segundo pior entre as Universidades estaduais do Nordeste, melhor apenas do que o do estado do Maranhão.
Durante a assembléia ficou decidido também a realização de uma paralisação das atividades acadêmicas na Uefs, no dia 8 de junho. Nesta data, os professores das quatro universidades estaduais baianas (Uefs, Uesb, Uneb e Uesc) realizarão um ato público em Salvador. Já esta marcada uma nova assembléia para o dia 10 de junho para avaliar a negociação com o governo, pois este ainda não se manifestou quanto à reivindicação salarial dos docentes.
Até lá, os docentes vão solicitar mais uma vez do governo que, neste período, apresente uma proposta de cronograma (índices e prazos) para a incorporação da CET.
Para o coordenador da Adufs, Jucelho Dantas, a proposta do governo de deixar a negociação apenas para novembro, e em aberto sobre índices e prazos, é uma tentativa de desmobilizar a categoria. “O movimento docente não esta lutando contra o governo, estamos buscando melhorias para categoria. E salário é um dos elementos para garantir a qualidade do nosso trabalho”, afirma.
Dantas ressalta, ainda, que a greve não é desejo do movimento, mas, as vezes, se torna a única ferramenta possível para pressionar o governo a negociar. “A greve não é boa para ninguém, por isso a prioridade do movimento é, e sempre foi, a negociação”, afirma.
Informações do Blog do Oliveira Dimas




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