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Riachão do Jacuípe - Filarmônica Lira 8 de Setembro comemora seu centenário

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image Banda Filarmônica Lira 8 de Setembro em desfile na cidade.

A Filarmônica Lira 8 de Setembro, de Riachão do Jacuipe, na região sisaleira do estado, comemorou 100 anos de fundada nesta quarta-feira (08) com muita festa.

Uma missa foi celebrada pelos padres João Ednalvo Carneiro e Roberto na Igreja Matriz da cidade. Além da presença dos próprios músicos, a comunidade jacuipense também compareceu em peso às comemorações pelo centenário da Filarmônica, que foi fundada em 08 de setembro de 1910.

Depois da missa, houve uma importante recepção no Clube Lira 8 de Setembro, com bolo de aniversário e outras homenagens. Na oportunidade, vários presidentes da Filarmônica se fizeram presentes, entre eles o empresário Fernando Carneiro, que comandou a orquestra nos seus melhores momentos.

Neste sábado, dia 11, em Riachão do Jacuipe, a Filarmônica dará continuidade às comemorações pelo seu centenário com a realização de um evento em que contará com as participações das filarmônicas de Jacobina, Pé de Serra, Ibipeba e Morro do Chapéu, esta ainda a confirmar.

História

Em 8 de setembro de 1910, após a missa na igreja matriz, o Frei Cônego Henrique Américo de Freitas se dirigiu ao povo da cidade para falar sobre a importância da música e sobre o seu sonho de criar uma filarmônica. “Meu povo, quero dizer a vocês que a música significa alegria, sabedoria e amor. Por isso eu quero criar uma filarmônica na nossa cidade...“, disse à época o Frei.

Então, os homens de representação no município, tais como Joaquim Carneiro da Silva, Hugolino Carneiro, Manoel Teodoro de Oliveira, Antônio Gonçalves de Oliveira, entre outros, tomaram a decisão. Sob a inspiração do Cônego Henrique Freitas, a regência do maestro Pedro Ambrósio e dos músicos Pedro Araújo, Erudiano Santos, José Tiago, José Tibúrcio da Silva, Anísio Rodrigues e José Rodrigues Alves e outros, foi feita a primeira tocata da nova banda, batizada de Sociedade Filarmônica Lira 8 de Setembro.

Os instrumentos foram transportados de Salvador a Feira de Santana de trem, e de Feira de Santana para Riachão em uma carruagem puxada a burros, que durou três dias.

Através da Filarmônica Lira 8 de Setembro sugiram na cidade também tradicionais orquestras, como a Alvorada, comandada por Benzinho, responsável pela animação dos tradicionais carnavais de Riachão do Jacuípe. Houve ainda o Jazz Guarani, criado por Badu, um tradicional músico da Filarmônica e filho do maestro José Tibúrcio de Oliveira.

Conquistas

Durante todos esses anos a Filarmônica Lira 8 de Setembro participou dos momentos mais importantes de Riachão, na tristeza ou na alegria. Além de participar de tradicionais alvoradas, a orquestra também foi marcante nas festas dos padroeiros São Roque e Nossa Senhora da Conceição, no aniversário de emancipação política, no 7 de Setembro, 2 de Julho e Dia das Mães.

Segundo informações do atual presidente João de Oliveira Lima, conhecido por João Biriba, em 1959 a Filarmônica participou do “Salve Retreta”, evento organizado pela Rádio Sociedade da Bahia. Em 1979, participou do Concurso Estadual de Filarmônicas, ficando em terceiro lugar.

Em 1982, a Orquestra, nesta época regida por Manoel Inácio da Silva, o Benzinho, foi campeã estadual do Concurso de Filarmônicas. Em 1997, conquista um novo título estadual (campeã) ao participar do 7º Festival de Filarmônicas do Recôncavo, em São Félix. Em 1999, a Filarmônica volta a disputar este festival, mas como convidada especial.

Maestros

Ao longo desses anos, a Filarmônica teve vários regentes, como Pedro Ambrósio Araújo, José Tibúrcio de Oliveira e Agenor Carneiro da Silva. Mas outros deixaram uma grande fama na cidade, como Manoel Inácio da Silva (conhecido por maestro Benzinho), Dedival Floriano Carneiro (conhecido por maestro Valdir) e José Rodrigues Alves (conhecido por maestro José Rodrigues).

Atualmente a orquestra é regida por Roberto Oliveira Silva e tem João Oliveira Lima como presidente da Sociedade Filarmônica Lira 8 de Setembro, que envolve a orquestra e o clube. A orquestra conta no momento com cera de 30 músicos. A escola de música, que já funcionou no clube, hoje se encontra desativada, já que depende de ajuda dos poderes municipais.

Por Evandro Matos

 

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