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Tragédia em Riachão - Testemunha relata detalhes do crime com Humberto

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image Corpo de Humberto Falconery será enterrado em Riachão

O crime bárbaro que vitimou com golpes de foice o contador Humberto Falconery Rios, neste sábado (08), na Fazenda Babado, no município de Candeal, foi premeditado e com requintes de crueldade.

O assassino, conhecido como Antônio Bengo, estava armado com uma foice e um facão, mas usou apenas a primeira arma. Ele chegou à Fazenda Babado ainda no sábado pela manhã, quando se deparou com Humberto Falconery e o seu vaqueiro.

 

Os dois estavam num galinheiro da Fazenda, no fundo da casa. No momento da chegada do criminoso, Humberto estava observando o vaqueiro, que desamarrava algumas galinhas que ele havia comprado minutos antes nas mãos de um senhor de nome Rodolfo.

 

Concentrado no trabalho, o vaqueiro repentinamente ouviu os primeiros gritos de Humberto, logo após o criminoso se aproximar e desferir o primeiro golpe. Segundo o comerciante Raimundo Falconery Carneiro, parente da vítima, o golpe foi fatal, à altura do pescoço.

 

De imediato, o vaqueiro partiu em socorro de Humberto, mas também foi ameaçado pela fera indomável. Com Humberto caído, o criminoso partiu para cima do vaqueiro e começou a lhe desferir golpes de foice, afirmando: “Matei ele e vou matar você também”.

 

Atacado pelo homem armado de foice, dentro do espaço do galinheiro, o vaqueiro pulou, caiu, levantou até conseguir se afastar da “fera”. Num dos golpes desferidos contra ele, a foice ficou cravada no chão. Foi aí que o vaqueiro conseguiu respirar, se afastando dos golpes.

 

Furioso por não ter conseguido “matar” também o vaqueiro, o homem voltou até Humberto, que estava caído, e lhe desferiu mais quatro golpes: um na cabeça e três à altura do abdômen.  

 

Mulher

 

Com os gritos de socorro, a mulher do vaqueiro apareceu e também foi intimidada pelo homem enfurecido. Ela, de imediato, deu meia volta para dentro de casa. Foi então que o criminoso saiu andando tranquilamente com a foice no ombro.

 

Na fuga para a sua casa, a cerca de 2 km da sede da Fazenda Babado – local do crime – o criminoso se deparou com o senhor Rodolfo, o homem que horas antes havia vendido as galinhas a Humberto Falconery.

 

“Matei o homem”, disse o criminoso, se dirigindo a Rodolfo, que estava na BR-324 esperando transporte para Riachão do Jacuípe.

 

“Que homem, rapaz?”, indagou Rodolfo.

 

“Humberto. Matei ele. O corpo tá lá estirado”, disse Antônio Bengo.

 

Polícia prende o criminoso

 

Diante da narrativa de Antônio Bengo, Rodolfo apressou a viagem para Riachão. Ainda no caminho, telefonou para o soldado Paulo, seu conhecido, comunicando o ocorrido.

 

Imediatamente uma viatura da Policia da cidade se deslocou para a região da Teimosa, na entrada do ponto de Dino, na busca do assassino. O comando, do Sargento Lindoval.

 

Antônio Bengo foi preso em flagrante, em sua residência, a cerca de 2 km do local do crime. Como a localidade fica no município de Candeal, fora da jurisdição de Riachão do Jacuípe, ele foi levado para Feira de Santana, onde ficou detido na 2ª Delegacia, na Queimadinha.

 

Velório e enterro

 

O corpo de Humberto Falconery Rios foi velado no Hospital Dom Pedro de Alcântara, em Feira de Santana, cidade onde ele residia com a família (tinha uma mulher e quatro filhos).

 

O enterro acontecu neste domingo (09), por volta das 10 horas, no cemitério de Riachão do Jacuípe.

 

Humberto, 65 anos, tinha laços fortes com o município de Riachão do Jacuípe, não só por raízes familiares, como por amizade e, principalmente, pelo trabalho no seu escritório de contabilidade, que atendia diversas empresas deste município e região.

 

Por Evandro Matos

 

 

  

 

 

 

 

  

 

 

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