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Riachão do Jacuipe – Emoção marcou enterro de Humberto Falconery Rios

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image Enterro de Humberto Rios atraiu muitas pessoas da região

Muita emoção, choro, lágrimas e inconformismo marcaram o enterro do contador Humberto Falconery Rios, 65, neste domingo (09), em Riachão do Jacuipe. Humberto foi assassinado no sábado, na sua fazenda, com golpes de foice, pelo senhor Antonio Paulo de Almeida, 60 anos, conhecido por Antônio Bengo.

O corpo, que estava sendo velado em Feira de Santana, chegou a Riachão do Jacuipe por volta das 10h30 para ser enterrado no cemitério local. Na chegada, o veículo que transportou o caixão estacionou na Praça central da cidade, em frente à Farmácia de Chuá, sendo logo cercado por parentes e amigos.

 

A família Falconery estava em peso. O ex-prefeito de Pé de Serra, Pedro Falconery Rios (Piroquinha), irmão da vítima, estava muito abatido. Tanto ele quanto os filhos Jorge Rios, Zé Peba e Miinho não contiveram a emoção.

 

Logo que se aproximou do caixão, o ex-prefeito deu uma crise de choro, pedindo explicações para o bárbaro crime cometido contra seu irmão. “Eu estou preocupado com papai, pois tenho medo dele não aguentar”, disse o filho Zé Peba, atendendo alguém pelo celular, também aos prantos.

 

Durante o pouco tempo em que o caixão permaneceu no centro da cidade, o local ficou tomado de pessoas que deixaram as suas casas e o comércio para acompanhar o enterro. Eram empresários, advogados, políticos, parentes e amigos que foram se despedir de Humberto Falconery.

 

 A caminho do cemitério, mais pessoas se integraram ao grupo. No cemitério, várias pessoas da cidade vizinhas - principalmente Pé de Serra e Feira de Santana - já esperavam o corpo para o ato religioso na Capela. 

 

O crime

 

O crime bárbaro que vitimou com golpes de foice o contador Humberto Falconery Rios, 65 anos, no último sábado (08), continua sem explicação. Humberto foi assassinado covardemente na sua própria fazenda Babado, no município de Candeal.

 

O assassino, conhecido como Antônio Bengo, já preso em Feira de Santana, estava armado com uma foice e um facão, mas usou apenas a primeira arma para praticar o crime que, tudo indica, havia premeditado. Segundo especulações, o criminoso vinha cobrando a doação de umas tarefas de terra, que alegava lhe ter sido prometida pelo pai de Humberto, morto há mais de 20 anos. A família diz desconhecer qualquer acerto.  

 

Para consumar o crime, Antônio Bengo desferiu cerca cinco golpes contra a vítima, que ficou estendida no chão. Enquanto isso, ele ainda tentou matar o vaqueiro José Eduardo dos Santos Silva e a sua mulher, que conseguiram escapar.

 

Tão logo tomou conhecimento do crime, o comando da Policia de Riachão do Jacuipe enviou uma viatura para a região da Teimosa, onde residia o criminoso. Sob o comando do Sargento Lindoval Ribeiro, os policiais prenderam Antônio Bengo em sua casa. Ele foi levado para Feira de Santana, na delegacia do bairro Queimadinha.

 

Por quê?

 

Nem a Policia nem a família souberam explicar os motivos do crime. Os questionamentos aumentam ainda mais quando todos têm conhecimento de que Humberto Falconery Rios é um contador bem sucedido, com escritório em Feira de Santana, mas que atende em todos os municípios da região, principalmente Riachão do Jacuipe.

 

Ademais, é inquestionável o caráter, a personalidade e a leveza de espírito de Humberto Falconery. O máximo que se pode atribuir a este crime bárbaro é que, com tanta banalidade no mundo, com tanta gente corrupta, vulgar e fútil, o crime seja contabilizado nessa conta negativa, que arrasta o mundo para o fundo do poço.

 

Por Evandro Matos

 

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