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Moção de repúdio ao Grupo Gay da BA gera polêmica em Teixeira de Freitas

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image Autor da moção, Garotinho (PSC) discutiu com colega.

O que mais se discutiu na sessão desta terça-feira (27) na Câmara de Vereados de Teixeira de Freias, foi a moção de repúdio ao Grupo Gay da Bahia, (GGB) enviada a Câmara pelo vereador e candidato a deputado estadual, Júlio César de Oliveira Cavalcante, Garotinho (PSC).

A Moção nº.61/2010 que repudia o Grupo Gay da Bahia pela frase “A Bahia É GAY”, veiculada no site www.ggb.org.br, teve aprovação quase que unânime, 6 votos,se não fosse o voto contraditório do vereador José Henrique Gonsalves da Cruz (PT).

 

Durante a palavra franqueada, o vereador Henrique rebateu e disse que a moção constitui discriminação, ferindo o artigo 3º, inciso 4º da Constituição da República Federativa do Brasil, (promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação). “Nós, enquanto poder, não podemos aprovar algo que fere a constituição”, comentou o vereador.

 

O vereador Garotinho argumentou, e disse que a frase é um desrespeito às famílias baianas, “eles podem ser gays, mas não podem generalizar. A liberdade de expressão não tem o direito de optar pela opção sexual de toda Bahia”, disse.

 

Usando o “a parte”, o vereador Henrique disse que ao ler a frase interpretou de forma diferente e não como generalização. “A meu ver, não foi uma generalização, a interpretação que tive é que a frase quer dizer que na Bahia também existem gays”, disse.

 

Em um tom irônico, o vereador garotinho disse que entende o ponto de vista favorável do vereador Henrique, quanto às ações do GGB, e repudiou também as paradas gays, chamadas por ele de “orgias ao ar livre”.

 

O vereador Henrique voltou a falar e contestou a questão da ordem à presidente da Câmara Marta Helena, apontando que o vereador Garotinho, além de tratar a discussão de forma irônica, ainda teria distorcido sua fala. Henrique explicou que sua fala constituiu em uma explanação referente aos princípios da constituição e que em momento algum deixou transparecer favorecimento ou opinião diferente às ações do GGB.

 

Após a sessão os dois vereadores continuaram a discussão e, ao final, ainda pareciam não terem chegado ao consentimento mútuo.

 

Com informações do Sul Bahia News

 

 

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