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Lula discute estratégia para blindar Dilma do caso de quebra de sigilo na Receita

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image Intenção é não deixar adversários associá-la à violação fiscal

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva orientou a candidata do PT ao Palácio do Planalto, Dilma Rousseff, a não entrar na polêmica envolvendo a quebra de sigilo fiscal dos tucanos.

A estratégia para blindar a petista foi discutida ontem, em café da manhã no Palácio da Alvorada.

O ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci e o presidente do PT, José Eduardo Dutra, coordenadores da campanha, também participaram do café com Lula e Dilma. Na avaliação do presidente, o comitê precisa proteger a candidata da tentativa do adversário José Serra (PSDB) de associá-la à violação fiscal.

Lula disse que Dilma não pode ficar refém da agenda de crise de Serra. A ordem é deixar que o caso seja sempre explicado pela Receita Federal. Caberá ainda a ministros, quando necessário, rebater Serra com mais ênfase.

Para Lula, a devassa no Imposto de Renda de quatro tucanos e até de Verônica Serra, filha do candidato, faz parte de um esquema de "compra e venda" de sigilos fiscais. "É uma bandidagem", definiu ele.

Dilma evitará espichar o assunto, a partir de agora, nos chamados "quebra-queixo" com jornalistas. Em debates e entrevistas tête-à-tête, porém, não terá como fugir do tema. Na noite de ontem, por exemplo, em entrevista ao SBT, ela afirmou ser "a maior interessada" na apuração dos fatos antes da eleição e repetiu que Serra levanta acusações sem prova.

Depois do café da manhã com Lula, Dilma reuniu-se com o novo presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, na embaixada daquele país, e, seguindo estratégia da campanha, desviou da polêmica. Durante 15 minutos ela só respondeu a perguntas relativas ao encontro.

"Ministra, vamos mudar de assunto. É sobre o candidato do PSDB", ainda tentaram alguns repórteres. "Só um pouquinho", devolveu ela, alongando-se nos comentários sobre o policiamento da fronteira.

Questionada por um jornalista colombiano se, em caso de vitória, teria diálogo com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), Dilma alfinetou Serra. "Essa questão das Farc é muito mais do meu adversário do que da Colômbia", provocou a candidata. "Somos contrários ao narcotráfico e não temos por que participar de atividade de pacificação ou diálogo com as Farc, a não ser a pedido da Colômbia."

Informações do Estadão Online

 

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