Feira - Governo reitera esclarecimentos e quer levar anestesistas a Brasília
Em razão da greve dos anestesistas, o Governo Municipal de Feira de Santana reitera alguns aspectos que devem ser considerados:
Os anestesistas não têm qualquer vínculo com a Secretaria da Saúde. Os contratos para atendimento são feitos com empresas (clínicas e hospitais) credenciadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS);
Embora a saúde em Feira de Santana seja municipalizada, a Prefeitura de Feira de Santana não tem qualquer responsabilidade sobre a tabela de valores de remuneração dos profissionais que atendem pelo SUS;
A Prefeitura não tem meio legal para complementar a remuneração dos anestesistas e, se tivesse, teria que estender o privilégio aos demais profissionais que atendem pelo SUS, como cirurgiões, ortopedistas, obstetras etc;
O Governo Municipal apresentou uma proposta concreta para melhorar a remuneração dos anestesistas, com a criação do Serviço Municipal de Anestesiologia, ao qual os profissionais passariam a ser vinculados, mediante licitação. Eles não aceitaram;
Portanto, o Governo Municipal entende que a questão dos valores da tabela do SUS é uma problemática nacional diretamente afeita ao Ministério da Saúde.
Prefeito quer levar anestesistas a Brasília O prefeito Tarcízio Pimenta se prontifica a liderar uma mobilização dos anestesistas de Feira de Santana, junto ao Ministério da Saúde, para pressionar por melhorias na remuneração estabelecida na tabela de procedimentos do SUS. Ele anunciou essa iniciativa durante uma entrevista no programa Acorda Cidade, do radialista Dilton Coutinho, na manhã desta terça-feira. No momento da entrevista, Tarcízio Pimenta pediu o apoio do arcebispo metropolitano de Feira de Santana, dom Itamar Vian, que também estava no estúdio. O religioso concordou imediatamente em incluir sua assinatura num documento reivindicatório que o prefeito e os anestesistas levariam ao ministério, em Brasília. Os anestesistas de Feira de Santana estão em greve, reivindicando que a prefeitura melhore a remuneração que é paga pelo SUS. O prefeito já explicou que o município não tem um meio legal de atender o pedido e esclarece que a tabela do SUS é de inteira responsabilidade do SUS.




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