Política

Rapidinhas – À procura do vice ideal

As articulações para as eleições de 2010 já começaram e as especulações em torno dos possíveis vices, também. O nome do ex-prefeito José Ronaldo é um dos mais lembrados.

À procura de um vice ideal

As discussões sobre os possíveis nomes que vão disputar o governo do estado em 2010 seguem de vento em popa, mas a vaga de vice, que de alguns anos para cá se tornou de muita importância, pouco se tem comentado. O nome mais especulado em qualquer rodada de conversa política para compor numa chapa majoritária é o do ex-prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo de Carvalho (DEM). Ronaldo é lembrado como o vice ideal não só para o ex-governador Paulo Souto como, também, para o ministro Geddel Vieira Lima, em caso deste vir a liderar uma chapa oposicionista.

 

Aprovação recorde

Líder político do segundo maior colégio eleitoral do estado, a lembrança constante do nome de Zé Ronaldo deve-se à sua vitoriosa administração à frente da prefeitura feirense, que lhe rendeu índices de aprovação superiores a 90%. Já durante a campanha municipal de 2008 o então candidato Tarcízio Pimenta defendia que Ronaldo teria “condições de ser indicado para disputar qualquer cargo na Bahia”.

 

A afirmação

A própria disputa eleitoral de Feira de Santana serviu para firmar mais ainda o nome de Ronaldo, já que Tarcízio foi eleito no primeiro turno com o seu apoio. A partir daí, as especulações aumentaram, principalmente porque o democrata tem adotado uma postura de articulador, atuando como um verdadeiro ponta-de-lança do seu partido tanto no interior quanto na capital. Foi assim na eleição da UPB, quando saiu a campo em favor da candidatura vitoriosa de Roberto Maia, ou nas articulações com a cúpula do PSDB, tanto para a sua possível transferência e do ex-governador Paulo Souto para este partido, quanto para a formação de uma aliança oposicionista para 2010.

 

O nome ideal

Indagado sobre possíveis articulações em torno do seu nome para compor uma chapa oposicionista como vice, Zé Ronaldo negou, embora admitisse que as pessoas tem cobrado isso dele. “Realmente, por onde eu tenho andado, as pessoas têm falado com uma intensidade muito grande, cobrando a nossa participação numa chapa como vice, para o Senado ou até para governador”, revelou. “Eu fico feliz em ter o meu nome citado dentro desse quadro, mas o que passa na minha cabeça agora é somar para a formação de um grupo forte para disputar a eleição”, sentenciou.

A Câmara como opção

Embora no campo oposicionista seja o nome mais comentado para vice, José Ronaldo trabalha a sua candidatura à Câmara Federal. O resto, se acontecer, como ele mesmo admite, é consequencia. Assim, a depender de quem vai estar na composição da frente oposicionista, o nome do senador ACM Júnior também já foi lembrado, mas com o objetivo maior de contemplar o espaço do deputado federal ACM Neto, que, por opção, vai disputar a sua reeleição. Mas, como diz o mineiro, “política é como nuvem, que muda a todo instante”, não custa acompanhar para onde os ventos vão soprar. De repente, surge um vendaval e remove todas as pedras já colocadas sobre a mesa.

        

Governistas também especulam nomes

Do lado governista, com a candidatura à reeleição do governador Jaques Wagner (PT) já definida, embora as discussões maiores sejam para a composição das duas vagas para o Senado, há também quem especule sobre o preenchimento da vaga de vice. Como é quase certo que o atual vice-governador Edmundo Pereira não faz parte dos planos para 2010 em razão da sua vinculação com o PMDB, e pela necessidade de abertura de novos espaços, outros nomes já começaram a surgir.

 

Vaga com atrativo maior

Curiosamente, ser vice numa chapa governista tem dois atrativos a mais em relação à oposicionista. Primeiro, pela perspectiva de poder, já que quem está no governo sai com vantagem em relação aos seus adversários. Segundo, pela possibilidade de assumir o governo por pelo menos seis meses, em caso de desincompatibilização do titular para disputar um outro cargo na eleição subseqüente. E é justamente aí que nasce a esperança dos petistas, que veem a hipótese como o último trunfo para atrair o ministro Geddel Vieira Lima para integrar a chapa governista sem sobressaltos.

 

Quem será

Descartada essa possibilidade estratégica, mas remota, a escolha de um nome para compor como vice na chapa situacionista estaria vinculada à disputa pelas duas vagas ao Senado, que tem pretendentes de sobra. Assim, sem obediência a qualquer ordem de preferência, estariam no páreo os deputados federais João Leão e Mário Negromonte (PP), Lídice da Mata (PSB), ou um nome do PT, com a formação de uma chapa puro-sangue. Contudo, sabendo do risco eleitoral que possa representar uma escolha inadequada, o próprio Wagner poderá optar por um nome que melhor se encaixe às suas necessidades eleitorais.

A história pede volta aos grotões

Na conta dos governistas passa ainda a necessidade de escolha de um nome com boa penetração no interior, que viria para suprir a ausência do peemedebista Edmundo Pereira. Não há nenhuma sinalização nesse sentido, mas talvez fosse a lógica a ser seguida. Afinal, nas duas vezes que o atual agrupamento político que comanda o estado chegou ao poder, foi com alianças nessa direção. Foi assim em 1986, com a chapa Waldir Pires e Nilo Coelho, e em 2006, com Jaques Wagner e Edmundo Pereira. Enfim, a escolha do vice também entra na mesa das discussões.

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