Cultura

Festa da Boa Morte

Tradicional manifestação cultura de origen afro-católica recebeu visitantes de vários lugares e marcou os últimos dias na cidade de Cachoeira.

Uma missa celebrada na Igreja de Nossa Senhora do Rosário e uma procissão que seguiu pelas ruas, marcaram um dos principais momentos da festa de Nossa Senhora da Boa Morte na cidade de Cachoeira, no último sábado (15). A festa, iniciada no último dia 9, se estendeu até ontem, segunda-feira (17).

A manifestação é tida por muitos como uma referência de sincretismo religioso. Pois, além de ser uma festa católica, o evento historicamente recebe grande influência da cultura africana. A questão étnica e histórica atrai vários interessados. Vários americanos de origem africana, inclusive, sempre marcam presença nas comemorações da Boa Morte, relembrando suas ancestralidades.

História – Mantida por uma confraria singular, a Irmandade de Nossa Senhora da Boa Morte tem nas suas festividades o ponto alto. O evento atrai todos os anos, para a cidade de Cachoeira, um grande número de visitantes, entre estudiosos e turistas de diversas partes do mundo.

O grupo é formado exclusivamente por mulheres negras e mestiças, que descendem e representam a ancestralidade dos povos africanos escravizados, e libertos, no Recôncavo da Bahia. Elas tinham o intuito de alforriar escravos ou dar-lhes fuga, encaminhando-os para o Quilombo do Malaquias, em Terra Vermelha, zona rural da cidade de Cachoeira. A Boa Morte nasceu nas senzalas, locais que abrigavam escravos negros nos engenhos de cana-de-açúcar, há cerca de 150 anos.

Com algumas informações da Secretaria de Turismo

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