Política

PMDB fecha com o PTB para 2010 e rompe cerco do governo Wagner

A tentativa do governo Wagner em isolar o ministro Geddel Vieira Lima nas suas pretensões de disputar o governo do estado em 2010, parece que não vai surtir o efeito desejado. O ministro já furou o cerco, e fechou o apoio do PTB.

A briga pelo apoio dos partidos políticos visando as futuras eleições tem sido outro fator para a disputa nos bastidores entre o PT e o PMDB baianos. Ontem à tarde, o PMDB fechou o apoio do PTB à candidatura do ministro Geddel Vieira Lima ao governo do estado para as eleições de 2010. O acordo foi fechado durante um almoço entre as principais lideranças dos dois partidos num restaurante de Salvador.

 

Em nota distribuída à imprensa no final da tarde desta terça-feira, o PTB confirmou a informação. “O PTB da Bahia, através da sua Executiva Estadual, definiu trabalhar em aliança com o PMDB para as eleições majoritárias e proporcionais de 2010, cujo candidato do Partido a Governador é o Ministro Geddel Vieira Lima. Já fizemos uma aliança nas Eleições 2008 na candidatura do Prefeito João Henrique em Salvador com o PMDB, inclusive elegendo o Vice-prefeito Edvaldo Brito”, diz a nota.

 

O documento convoca ainda “todas as lideranças, filiados e militantes, para somar esforços nesse projeto político importantíssimo para o futuro da Bahia”, e explicita também os motivos que levaram o partido a optar pela candidatura do ministro Geddel Vieira Lima, já que o PTB faz parte de uma aliança com o PMDB em Salvador, onde apóia a administração do prefeito João Henrique, além de contar com o vice-prefeito Edivaldo Brito, um dos quadros mais respeitados da legenda.

 

Contudo, o ex-deputado Edmon Lucas, que comanda a secretaria da Integração Regional no governo Jaques Wagner, optou em se desfiliar da legenda para continuar na administração estadual. Na verdade, Lucas não era considerado uma indicação do PTB, já que foi nomeado secretário muito mais por ter integrado a equipe de transição do governo.

Participaram do almoço que selou a aliança PMDB/PTB, o presidente estadual do PTB, Jonival Lucas, e o dirigente Ubirajara, além de Lúcio Vieira Lima, presidente do PMDB, e Leur Lomanto Jr., líder do partido na Assembleia Legislativa. O ex-deputado e atual diretor Administrativo da Sudene, Benito Gama – uma indicação do ministro Geddel Vieira Lima -, também participou das conversas por telefone.

Lúcio diz que PTB não optou pelo governo por insatisfação

  

O presidente do PMDB, Lúcio Vieira Lima, disse que a definição do PTB “mostra que a candidatura do ministro Geddel Vieira Lima não é um projeto pessoal nem um fato isolado do PMDB”. Lúcio também explicou os motivos que levaram o PTB a não aceitar permanecer com o governo e apoiar a reeleição do governador Jaques Wagner (PT). “O PTB ajudou a eleger Wagner em 2006, mas, como outros partidos, mostrou que está insatisfeito e decidiu buscar outra opção para a Bahia”, argumentou.

Estendendo a sua posição à de outros partidos, o presidente da legenda peemedebista disse ainda que o projeto de mudança prometido pelo governo Wagner em 2006, “que foi dos partidos”, não está sendo cumprido. “É só ver a segurança pública, a educação e a saúde. Então, o PTB é mais um que sai por insatisfação”, criticou.

Sobre a possibilidade de conquistar o apoio de novos partidos para a candidatura do ministro Geddel Vieira Lima, Lúcio disse que as conversas vão sempre existir, mas que tudo será definido em cima de um projeto. “Vamos apresentar um projeto. Aqueles que quiserem se juntar a nós, vamos conversar e serão bem vindos”, declarou.

 

Por Evandro Matos

To Top
%d blogueiros gostam disto: