Esporte

Ciclista em busca do Livro dos Recordes passa por Riachão do Jacuípe

De passagem por Riachão do Jacuipe, o mato-grossense Antônio Rogério do Nascimento, o Perereca, desde a sua saída em 1º de março de 2004, já percorreu 39 mil quilômetros de bicicleta. O objetivo é ter o seu nome escrito no Livro dos Recordes.

No desafio, que começou com 15 pessoas, restam apenas Perereca e um americano. Perereca está na frente por 1.400 km. Todo o percurso é certificado pelos postos da Polícia Rodoviária Federal, segundo agenda apresentada à nossa equipe com carimbos da PRF. Perereca saiu de Arenópolis, no Mato Grosso.

Perereca precisa alcançar a meta de 42 mil km até o dia 1º de março de 2010, quando completará exatos seis anos de viagem, percorrendo o Brasil e outros países em cima de sua “BMW”, nome dado à sua bicicleta, que pesa 110 quilos. O aventureiro já passou sede, fome e frio durante a jornada, mas conta que a experiência trouxe muita coisa boa para sua vida durante esses cinco anos e cinco meses de estrada.

A BMW tem 1,90m de altura, 1,15m de largura e 2,25m de comprimento. É uma bicicleta incomum, equipada com cinto de segurança, retrovisor, vários chifres pendurados e outros apetrechos exóticos. A paixão de Perereca por aventuras vem de muitos anos. Antes de abraçar o desafio, Perereca foi salva-vida de rodeios. Daí, então, o motivo de sua fascinação por chifres de boi. O maior deles, o ciclista ganhou de amigos que conquistou em Piripiri, no Piauí.

Saudade da família e luta na estrada

O mato-grossense, hoje com 40 anos, já comemorou cinco aniversários longe de sua cidade-natal, Arenópolis – MT. “O próximo, vou passar em casa”, diz. Ele percorreu 7 mil quilômetros de sua meta no exterior, passou pela Argentina, pelo Uruguai e Chile. Desde que iniciou a viagem, perdeu 32 quilos. Quando começou, pesava 84,5 quilos, agora está com 52,5.

Perereca tem dois filhos: Jônatas, de 12 anos, mora em Minas Gerais, e Talita, 15, mora em São Paulo. Ele se comunica com eles apenas pela internet e fala emocionado da família que já não vê há muito tempo. “A Talita uma vez soltou uma pérola aos repórteres que perguntaram o que ela achava de mim, ela disse: “Painho tá é doido”!”.

Para sobreviver, o aventureiro conta apenas com a ajuda de pessoas solidárias que encontra na estrada. Em sua bicicleta, ele carrega várias imagens de santos que ganhou ao longo da viagem. “Os caminhoneiros são meus pais da estrada! E a minha família é o povo que vou conhecendo por aí”, disse.

Ao passar em Riachão do Jacuipe, nossa equipe recepcionou o Perereca, onde conversamos bastante e ele nos revelou as dificuldades encontradas nesta aventura.

Por duas vezes, neste longo caminho, o aventureiro pensou em desistir. Passando sacrifícios, e dependendo da ajuda das pessoas por onde passa, o que o manteve firme foi a crença em si mesmo e a vontade de sair um vencedor. “Eu costumo dizer assim: prefiro as lágrimas de não ter vencido, do que a vergonha de não ter lutado”, destacou.

Por Marcos Cícero

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