História

Parada Gay atraiu muita gente em Feira

Homos, héteros, bissexuais, casados, solteiros, idosos, crianças, moradores e visitantes acompanharam neste domingo (30), no centro, os dois trios elétricos que animaram a 8ª Parada Gay de Feira de Santana.

Quem esteve presente pode ouvir “quem tem preconceito não está com nada, é uma bicha incubada!”. Parecia um clima de micareta. Muita gente, música, brincadeiras, barracas e até brigas. A concentração iniciou em torno de 13h30min na Praça de Alimentação e encerrou às 19h00min no mesmo local, após percorrer o caminho até o cruzamento com a Maria Quitéria e voltar.

Paula Milena, 22 anos, heterossexual, esteve pela primeira vez na Parada e diz ter se divertido bastante: “Muito massa! Eu não tinha essa visão, imaginava que fosse mais restrita.” Milaide, drag queen (ou Ivan Santos, 49 anos) perdeu apenas a primeira: “É aqui que coloco a mulher que existe dentro de mim para fora”, comentou.

Mas teve gente que veio de longe. Railey Murici, 36 anos, por exemplo, é de Niterói e esteve pela terceira vez na Parada de Feira de Santana. Ela já acompanhou outras em Salvador, a 1ª de Amélia Rodrigues este ano, a maior do mundo, em São Paulo, e no próprio Rio de Janeiro.

Ela é lésbica e quando o assunto é preconceito afirma “você vale muito pelo que tem. Se é uma lésbica ‘lisa’ vai ser taxada de sapatão, mas tem grana vão dizer que a sua opção sexual é diferente.” A Parada Gay da cidade é organizada pelo Glich – Grupo Liberdade, Igualdade e Cidadania Homossexual.

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