Economia

Projeto estuda sustentabilidade da piscicultura em cidade baiana

Criadores de peixes serão beneficiados com pesquisa da Embrapa, nova parceira do Projeto Tilápia do Lago de Sobradinho.

O produtor Silvio de Alcântara ficou feliz ao saber que a água do Lago de Sobradinho, na Bahia, onde cultiva tilápia em tanques-rede, será monitorada, por meio de pesquisa da Embrapa Semi-Árido.

“Agora, com o monitoramento, teremos a certeza de quando colocar alevinos na água, por exemplo. Às vezes, os peixes chegavam a morrer por causa da baixa temperatura. Não tínhamos como medir”, diz o presidente da Acripeixes (Associação dos Criadores de Peixes de Sobradinho), que reúne onze famílias.

A vantagem a que ele se referiu é apenas uma entre as que espera obter a mais nova parceira do Projeto Tilápia do Lago de Sobradinho, desenvolvido desde 2005. “Nossa intenção é criar um histórico sobre a sustentabilidade ambiental do cultivo. Para isso, vamos investir em pesquisa”, salienta a pesquisadora da Embrapa, Daniela Campeche.

A Embrapa junta-se a parceiros como o Sebrae, Codevasf e Bahia Pesca para melhorar e ampliar o potencial de produção no local. O projeto gera renda para 90 famílias de piscicultores dos municípios de Casa Nova e Sento Sé, além de Sobradinho. Cinco associações fazem parte do programa, cultivando peixes em cerca de 400 tanques-rede espalhados pelo Lago de Sobradinho, norte do Estado.

“Num prazo de dois anos, queremos que o número de tanques-rede no lago chegue a 1500”, estima o gestor do Sebrae Rinaldo Moraes. Cada tanque tem capacidade para produzir cerca de 900 quilos de tilápia, a cada ciclo de seis meses.

Para ampliar a capacidade de produção, os criadores não perdem a chance de se capacitar. Recentemente participaram de um workshop sobre a aplicação de BPMs (Boas Práticas de Manejo) nos sistemas de cultivo de peixes. Silvio, da Acripeixes, foi um dos participantes. “Esses momentos são indispensáveis para que a gente amplie o conhecimento sobre nosso negócio. Mais preparados, podemos até incluir outras pessoas que esperam fazer parte do empreendimento”, diz ele.

Ele lembra que quando a associação foi criada, há cinco anos, poucos acreditavam que a experiência fosse dar certo. A cada semana, os associados da Acripeixes vendem cerca de 1500 quilos de tilápia. A maior parte da produção vai abastecer o mercado cearense, na cidade de Juazeiro do Norte. Do lago, ainda saem peixes para mercado baiano e para o estado de Pernambuco.

O Sebrae está empenhado em buscar novos compradores. Para isso, quer intermediar a venda para programas de governo, como o que aconteceu com a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), que gerou lucros de vendas programadas aos criadores. “Vamos atentar também para a melhoria da estrutura do terminal pesqueiro e da unidade de beneficiamento, em Sobradinho”, diz Rinaldo Moraes, chamando a atenção para a importância do bom funcionamento de toda a estrutura de produção.

Fonte: Agência Sebrae

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