Política

Grito dos Excluídos pede “Fora Sarney”

Manifestantes de todo o Brasil aproveitaram o Grito dos Excluídos, comemorado neste 7 de Setembro, para protestar contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB).

O fim do desfile do 7 de Setembro, em Brasília, foi marcado por um protesto contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Cerca de 100 manifestantes com gritos de “Fora, Sarney” e portando faixas e cartazes, romperam a barreira de segurança e chegaram perto do palanque principal, onde estava o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

São Paulo

Em São Paulo, cerca de 300 pessoas protestaram na Avenida Paulista pedindo a saída de José Sarney da presidência do Senado. O grupo não atrapalhou o trânsito da região e seguiu caminho até a rua da Consolação.

Recife

Na capital pernambucana, o pedido de “Fora Sarney”  foi abarcado apenas pela central sindical Conlutas e pelos partidos políticos PSTU e PSOL na décima quinta edição do Grito dos Excluídos. Quando o grupo chegou, com faixas vermelhas e folhetos, o protesto já havia iniciado a caminhada de cerca de dois quilômetros, na área central da capital.

Eles se posicionaram no final da passeata que teve início com mil pessoas e terminou com o dobro de participantes, de acordo com a Polícia Militar. “Esta é a parte mais independente, mais à esquerda dentro do Grito”, afirmou, bem humorado o presidente estadual do PSOL, Edílson Silva, numa alusão aos partidos e movimentos de trabalhadores que seguiam à frente e que, na sua avaliação, estavam enquadrados com o governo federal.

O líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), que levou uma pequena representação, Jaime Amorim, disse que o movimento não assumiu o mote do Fora Sarney “porque não quis estreitar o debate, que é muito maior”.

Estranhamente, a Central Única dos Trabalhadores preferiu pregar “O pré-sal é nosso”, deixando de lutar por temas como corrupção, ética e salários, como sempre fez. “Queremos que os recursos que venham a ser gerados pelo pré-sal sejam revertidos para resgatar a dívida social do País”, afirmou um dos dirigentes estaduais da CUT, Manoel Henrique da Silva Filho. 

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