Polícia

Feira fecha o cerco contra os veículos do transporte clandestino

Mais de 600 apreensões de veículos que fazem o transporte clandestino de passageiros foram efetuadas durante diversas operações desencadeadas por fiscais da Secretaria de Transportes e Trânsito de Feira de Santana em 2009.

Foram verificadas dezenas de ocorrências reincidentes, sendo aplicadas multas para os proprietários e o prazo de retenção dos veículos dobrados. As fiscalizações foram intensificadas no município depois do acidente envolvendo um ônibus a serviço do Município de Araci, e duas motocicletas que faziam o transporte clandestino de passageiros. Duas pessoas morreram e outras duas ficaram feridas. Todas as vítimas ocupavam as motocicletas.

O secretário de Transportes e Trânsito, Flailton Frankles, informou que foi montada uma força tarefa com pessoas treinadas, visando coibir o transporte clandestino. Segundo ele, veículos com placa de outras cidades também estão sendo alvo da fiscalização, já que os riscos de acidentes são os mesmos, lembrando do fato ocorrido com o ônibus de Araci, que transportava 38 pacientes para serem submetidos a exames e consultas médicas em Feira de Santana.

Flailton disse que os veículos apreendidos não têm licenciamento para o transporte de passageiros, boa parte sem certificado de vistoria, em péssimo estado de conservação, pneus carecas, sistema de freios falho, documentação e emplacamento atrasados, condutores inabilitados, entre outras irregularidades que envolvem o processo de clandestinidade.

O secretário explica que o veículo apreendido pela primeira vez fica retido por 15 dias no pátio da SMTT e é aplicada multa de acordo com o modelo. No caso de um veículo quatro rodas, a multa é no valor de R$ 500,00 e, moto, R$ 249,00. Na reincidência, dobra-se o valor da multa e o prazo da apreensão.

A partir da terceira vez, a multa é dobrada em cima do valor atual e a retenção do veículo “Este processo é cumprido à risca na Secretaria de Transportes e Trânsito, o que demonstra o rigor em torno do caso, visando fazer ver as pessoas que ainda insistem na clandestinidade que não vale a pena esse tipo de atividade”, alertou Flailton Frankles.

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