Polícia

Pedofilia marca a semana na Bahia

Depois do estudante de medicina, um comerciante em Itamaraju e agora um pai que é acusado de assediar a própria filha, de 4 anos.

Depois do caso envolvendo um jovem estudante de medicina que confessou ter cometido atos de pedofilia, em Salvador, a Bahia é apresentada na mesma semana a mais dois novos casos. Há poucos dias, em Itamaraju, o comerciante José Guilherme Pires, 58 anos, foi acusado de pedofilia e estupro. No momento de sua prisão, seu estabelecimento estava fechado e, ao receber a polícia, disse que estava sozinho. No entanto, ao fazer a revista na casa, a polícia encontrou escondida no banheiro uma menina de apenas 12 anos. A garota disse ter sido orientada a se esconder no banheiro, e, como é típico nesses casos de crimes sexuais, sofreu ameaça para que não contasse nada aos policiais.

Mas a jovem contou aos conselheiros tutelares e agentes civis que desde os 10 anos de idade vinha sendo induzida pelo acusado, que lhe prometia dinheiro e aparelhos domésticos em troca do ato sexual e afazeres domésticos em sua residência. A menor ainda citou nomes de outras duas menores que também vinham sendo abusadas por Zé Guilherme, sendo uma sua irmã e outra uma amiga.

Na ocasião, a menor disse que elas sempre recebiam uma quantia entre R$ 5 e R$ 10 em troca de carícias e conjunção carnal.

Em entrevista ao Portal Sul Bahia News, a mãe da menor afirmou estar estarrecida com a situação, já que não tinha conhecimento do caso. “Elas nunca apresentaram qualquer comportamento suspeito. Quanto ao Zé Guilherme, eu o conheço de vista e nunca imaginei que ele fosse capaz de cometer tal atrocidade”, afirmou.

A irmã da menor disse que Zé Guilherme nunca chegou a consumar o ato sexual com ela, alegando que o mesmo lhe acariciava, mas não nega que a irmã tenha praticado conjunção carnal com o eletrônico. O acusado negou tudo, e disse apenas que as jovens realizavam afazeres domésticos para ele.

Porto Seguro

Segundo matéria do Jornal A Tarde, um médico pediatra de Porto Seguro, com idade de 55 anos, está sendo acusado de abusar sexualmente da própria filha, de 4 anos.

Ele chegou a ficar preso por 20 dias (de 19 de dezembro de 2008 a 8 de janeiro deste ano) por ordem da juíza Nêmora de Lima Janssen dos Santos, titular da Vara da Infância e Juventude de Porto Seguro. O processo corre em segredo de Justiça e só foi divulgado agora porque a mãe da menina, ex-esposa do médico, decidiu falar.

Conta a mãe da garota que a primeira vez que viu o médico cometendo os supostos abusos foi em março de 2008. “Foi de madrugada. Nem acreditei quando vi. Na mesma hora nós brigamos muito e ele disse que não era o que eu estava pensando”, diz, informando que, em outra ocasião posterior, presenciou uma nova investida do seu ex-marido.

“Eu não estava acreditando que aquilo estava acontecendo na minha casa”, indigna-se. Mas foi

um terceiro fato que deu desfecho ao seu casamento. Em dezembro do ano passado, num domingo, ela não podia sair da cama por estar com uma gravidez de risco e o médico foi com a filha para a praia. 

“De noite, quando fui dar banho, ela me disse que estava dolorida. Foi nesse dia que resolvi denunciar o caso na polícia e sair de casa”, relata, informando que a separação está em curso.

Com informações do Jornal A Tarde e do site Sul Bahia News.

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