Política

Denúncia sobre Bahia Pesca provoca desentendimento entre deputados

Deputado petista levanta suspeitas sobre uso político da Bahia Pesca e pede auditoria no orgão.

O líder do PT na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Paulo Rangel, acusou a Bahia Pesca, autarquia ligada à Secretaria Estadual de Agricultura (Seagri), na sessão desta quarta-feira (30), de ser alvo de um “aparelhamento político escancarado”.

O petista afirmou que o filho do deputado federal Mário Negromonte (PP), Mário Negromonte Filho, nomeado na semana passada assessor da Secretaria de Infraestrutura (Seinfra) em Salvador, tem utilizado o órgão para fins eleitoreiros e promovido uma série de irregularidades.

“A Bahia Pesca está em um processo de descontrole muito grande, já que desde a posse desse senhor, Isaac Albagli (presidente da autarquia), tem tido suas ações para promover a candidatura a deputado de Mário Negromonte Filho, que não é funcionário da empresa e tem feito distribuição de alevinos sem qualquer critério técnico. É uma administração desastrosa”, afirmou.

Vale ressaltar que as pastas envolvidas, a Seinfra, liderada por João Leão, e a Seagri, por Roberto Muniz, fazem parte da recente parceria entre o Estado e o PP.

De acordo com o deputado Paulo Rangel, a surpresa maior aconteceu nesta quarta-feira (30), quando Mário Negromonte Filho participou de um evento promovido pela Bahia Pesca em Sobradinho, na região do Rio São Francisco. “Há dois anos existem 96 tanques para produção de peixes e agora foi o encerramento da capacitação de 56 piscicultores que vão explorá-lo e ele estava lá”, criticou.

Esquema e auditoria na Bahia Pesca

Conforme o petista, o esquema envolve políticos e depreciação de profissionais locais. “É um trato político. Ele (Negromonte Filho) fez um acordo com um vereador local, o senhor Jackson, que criou uma associação sem ter nenhum piscicultor associado para criar um convênio com o governo. Essa associação tem usado veículos e a estrutura da Bahia Pesca e anunciado a parceria”, apontou.

Rangel declarou ainda que uma empresa tem cometido superfaturamento no fornecimento de produtos à Bahia Pesca. “A Agropac, desde o inicio do governo, vinha fornecendo ração para a Bahia Pesca com dispensa de licitação. Para se ter ideia, o preço da ração de primeira no balcão é cobrado a R$ 2,80 e a Bahia Pesca tem comprado a R$ 5,18; a de segunda é de R$ 1,60 e vem sendo comprada a R$ 3,10”, denunciou.

O parlamentar defende ainda a abertura de uma auditoria para identificar as “negociatas” na autarquia, já que o próprio governo federal já identificou irregularidades em convênios.

Com informe do Bahia Notícias

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