História

Especial – Os Coelho a caminho da reunificação

Especula-se que a tradicional família Coelho, de Petrolina (PE), se reagrupa em torno do projeto majoritário nas eleições de 2010: a candidatura de Fernando Bezerra.

Os Coelho diminuem a distância que por anos dividiu politicamente a família em Petrolina. A filiação do deputado estadual Ciro Coelho ao PSB indicou um movimento que pode firmar o secretário de Desenvolvimento Econômico Fernando Bezerra Coelho (PSB) como o líder maior do tradicional clã do Sertão do São Francisco.

Com prestígio na atual gestão estadual, ex-prefeito de Petrolina (por dois mandatos e meio), Fernando já reúne em torno de si o tio Geraldo Coelho (deputado estadual pelo PTB), o filho Fernando Bezerra Filho (deputado federal pelo PSB), os primos Augusto (ex-prefeito) e Luiz Eduardo Coelho e, agora, Ciro (também primo), que havia sido eleito pelo DEM. Do “outro lado”, situação que surgiu após a cisão política de 1986, estão o tio Oswaldo Coelho (ex-deputado federal pelo DEM) e o seu filho Guilherme Coelho, ex-prefeito de Petrolina filiado ao DEM.

A reunificação vem se dando desde 2002, quando Geraldo, então no PFL, não conseguiu se reeleger para a Assembleia. A partir dali começou a reaproximação do pefelista com Fernando Bezerra Coelho que, prefeito, se candidatava à reeleição. Geraldo contribuiu para a renovação do mandato do sobrinho, que o apoiou na eleição para deputado em 2006. Ainda no PFL (hoje DEM), Geraldo conquistou novo assento de titular na Casa para qual voltara em 2004. Ele havia assumido, como suplente, a cadeira de Lula Cabral (PTB), eleito prefeito do Cabo.

A chegada de Ciro ao bloco reforça a especulação de que os Coelho se reagrupam quando surge a perspectiva de projeto majoritário na família. No caso, a possibilidade de Fernando Bezerra concorrer ao Senado ou à vice-governadoria em 2010. Foi assim em 1978 quando Nilo Coelho foi eleito senador pela Arena (depois PFL e DEM). Por isso, observadores da política de Petrolina acreditam que tal realidade pode se repetir. Ainda mais quando, sabe-se, a aglutinação dos Coelho em torno do secretário pode ser a saída para que a família não perca o espaço e o prestígio políticos.

Há que se destacar que no ano passado, pela primeira vez desde 1955, os Coelho não contaram com um representante na disputa pela prefeitura de Petrolina. Embora o médico Júlio Lóssio (PMDB) tenha sido eleito com apoio de integrantes da família (no caso Oswaldo, Guilherme e Ciro), não é a mesma coisa de ter um representante do clã dando as cartas. Tanto que Ciro saiu do DEM se queixando da desatenção de Lóssio. “O prefeito colocou três candidatos a deputado nas ruas e jamais me deu espaço”, comentou, ao justificar sua filiação ao PSB.

O deputado, que disse ainda ter se sentido traído e desprestigiado pelo DEM, chega ao partido de Fernando com o projeto de se reeleger para a Assembleia. A mesma intenção tem Geraldo, também candidato a um novo mandato de deputado. O petebista, no entanto, não vê problema nas duas candidaturas e observa que essa unificação só ajuda para elevar a autoestima da família. “Isso é bom porque sempre lutamos pelo desenvolvimento da cidade”, disse.

Geraldo ressalta que existe, de fato, a expectativa em torno da candidatura de Fernando Bezerra Coelho ao Senado. Ele observa ainda que, mesmo divididos, os Coelho convivem sem maiores atritos. O ex-deputado Osvaldo Coelho e Guilherme Coelho, que concorrerá à Câmara dos Deputados em 2010, foram procurados pela reportagem, mas não foram localizados.

Fonte: Diário de Pernambuco

To Top
%d blogueiros gostam disto: