Educação

Artigo – Advogadas e Advogados Iniciantes

O advogado Eduardo Rodrigues cobra neste artigo a atenção que a Ordem dos Advogados do Brasil -OAB, seção Bahia deveria dar aos advogados iniciantes. Confira.

Em matéria publicada na revista Consultor Jurídico e no site da OAB-BA, consta que 38% de todos os profissionais na OAB são advogados com menos de cinco anos de inscrição, o que representa 200 mil advogados iniciantes em todo o Brasil.

Conquanto, o que percebemos é que a atual gestão da OAB não tem dado a devida atenção para estes profissionais em início de carreira. A OAB Bahia necessita de uma nova prática, uma conduta inovadora derivada de seus representantes, de forma a transformar o discurso em prática.

A autora do artigo, Lílian Matsuura, indica que com o mercado saturado, algumas especializações passam a ter especial relevância, principalmente para estes profissionais iniciantes, mais antenados com as novas tendências. Lílian acredita que tais nichos podem ser plenamente assentados por profissionais que iniciam a carreira, principalmente nas áreas Ambiental, de Recuperação Judicial de Empresas e de Gás e Energia.

O advogado e a advogada em início de carreira necessitam de apoio e atenção especial da OAB de forma a proporcionar- lhes condições do exercício digno da profissão e sustentação para a superação das dificuldades iniciais. Eles esperam ainda que a entidade seja muito mais do que uma instituição que somente aparece no Exame de Ordem ou na cobrança das anuidades. A OAB-Bahia deve buscar soluções práticas e criativas para que este início seja menos traumático, um bom exemplo é o que fez a OAB-Pará, onde os advogados no primeiro ano de inscrição pagam apenas 20% do valor da anuidade e no segundo ano, 40%, pagando o valor integral apenas no sexto ano.

Uma OAB Atuante significa estar presente no dia-a-dia do profissional de direito, prestando-lhes, com eficiência, orientações sobre as prerrogativas dos advogados e a importância de sua defesa, sobre prática forense e oportunidades do mercado de trabalho. Os jovens advogados e advogadas precisam entender a representatividade do exercício da advocacia para a democracia e progresso do Brasil e, principalmente, da Bahia.

Eduardo Rodrigues é advogado (OAB-BA 21.441). Atua na área trabalhista e eleitoral, é também professor universitário.

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