Polícia

MPF denuncia oito por exploração de jogos de azar no sudoeste da Bahia

A denúncia é desdobramento da Operação Álea, que vem sendo conduzida há mais de um ano.

O Ministério Público Federal (MPF) em Vitória da Conquista (BA) ofereceu hoje, 26, denúncia contra oito integrantes de duas organizações criminosas voltadas à exploração ilícita de jogos de azar com atuação no sudoeste da Bahia. Entre os denunciados está o líder de uma das quadrilhas, o chefe da Organização de Máquinas de Vitória da Conquista (OMVC). A ação penal é desdobramento da Operação Álea, que vem sendo conduzida há mais de um ano. 

Os oito denunciados – cujas iniciais são: ICRM; JFSO, ASP, GLF, DMSP, EMF, DPS e ISP – vão responder por quadrilha e contrabando, além de crime contra a economia popular. De acordo com a denúncia, quatro deles além de explorarem atividades ilícitas de jogos de caça-níqueis também são responsáveis pela exploração de jogo do bicho no Sudoeste da Bahia, por meio da organização Paratodos, que atua em todo o estado. 

Os nomes dos denunciados não foram divulgados, pois o processo corre em segredo de justiça, tendo em vista a existência de transcrições fruto de interceptações telefônicas. 

Histórico

Desde o ano passado, já foram realizadas três operações de busca e apreensão no âmbito da Álea, que significa sorte ou risco em latim. A primeira vez ocorreu em outubro de 2008, no qual foram cumpridos 27 mandados para apreensão de máquinas caça-níqueis em estabelecimentos comerciais e particulares, bares e prováveis sedes do comando do jogo ilegal em Vitória da Conquista. Em maio deste ano, o MPF, a PRF e a Receita Federal atuaram no combate aos jogos ilegais em bares e restaurantes situados às margens da BR-116. 

Em agosto último, foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão nos municípios baianos de Itambé, Anagé, Jequié e Barra do Choça, que resultaram na apreensão de dólares, cheques, veículos, embarcações e rebanhos de animais em propriedades de oito integrantes das duas organização criminosas. Os mandados foram deferidos pela Justiça Federal no município, que também decretou o sequestro dos bens e a quebra do sigilo bancário do líder de uma das quadrilhas, o chefe da OMVC.

Com informações do MPF.

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