Economia

Pesquisadores da Uefs produzem bioinseticida a partir do sisal

Juan Tomás Ayala Osuna, coordenador da pesquisa, exige a mucilagem do sisal, da qual é produzido o bioinseticida. Foto: Vivian Leite.

Estudo realizado por pesquisadores da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) resultou na produção de um inseticida natural a partir do sisal que pode ser usado para combater ácaros, fungos, mosquitos e pragas que atacam a lavoura.

A partir dos experimentos realizados, ficou comprovado que o bioinseticida possui o mesmo efeito do inseticida químico, mas traz a vantagem de não contaminar o meio-ambiente, não representar risco à saúde humana e ter baixo-custo.

Segundo o coordenador da pesquisa, professor doutor Juan Tomás Ayala Osuna, o sisal é pouco aproveitado. “Apenas 5% da folha do sisal é aproveitada, que é justamente a fibra utilizada na produção de carpete, telhas, tijolos, pára-choques; o restante, 95%, é descartado no meio ambiente”, explica.

Os pesquisadores observaram que as substâncias que compõem e protegem o sisal (saponinas, cumarinas, taninos e alcalóides) causam efeitos tóxicos, de irritação, e interferem no desenvolvimento dos insetos.

A partir dessa constatação, os estudiosos, durante três anos, se debruçaram na busca de produzir um bioinseticida explorando essas substâncias, para combater principalmente as pragas.

As lagartas destroem as plantações de milho e reduzem a produção em até 52% da lavoura, trazendo prejuízos aos produtores rurais. “Alimentando-se das folhas, a fotossíntese fica comprometida, reduzindo o nível de oxigênio necessário para o desenvolvimento da planta, para alcançar maior produtividade e melhor qualidade do fruto”, salienta Ayala.

Ascom/Uefs

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